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Crítica | A série "Sandman" é uma viagem onírica das páginas para as telas

Adaptação é uma ótima porta de entrada para os que desejam conhecer mais da maior obra de Neil Gaiman


(Netflix/EMPIRE/Reprodução)


Após 30 anos de espera, finalmente os fãs de Sandman ganharam a tão sonhada adaptação dos quadrinhos para as telas. A série, que conta com Neil Gaiman, autor da saga, como um de seus roteiristas, estreou na Netflix no dia 5 de agosto; e tornou-se um sucesso com o público ao chegar ao Top 1 das séries mais assistidas da plataforma, no ranking mundial. Mas mesmo fazendo tanto sucesso entre público e crítica, será que vale a pena assistir a Sandman?


A primeira temporada do seriado acompanha os dois primeiros arcos das HQs: “Prelúdios e Noturnos” e “Casa de Bonecas”, lançados ao final dos anos 80. Na primeira história — ou primeira metade da temporada — acompanhamos o aprisionamento de Sonho (Tom Sturridge) e suas consequências, tanto no mundo desperto quanto no Sonhar: reino comandado pelo Lorde Moldador, como Sonho também é chamado.



Após tentar invocar a Morte, um dos sete Perpétuos, o ocultista Roderick Burgess acaba trazendo Morfeu (Sonho), o irmão mais novo da Morte. O protagonista consegue se libertar apenas após diversas décadas, e parte em busca de suas três ferramentas que foram roubadas durante o período em que esteve capturado: sua algibeira (uma espécie de bolsa usada por ele para guardar sua areia), seu elmo e, por fim, o rubi dos sonhos.


Embora as adaptações de HQs livros sejam em sua maioria uma grande decepção, com Sandman isso foi diferente: a série consegue equilibrar perfeitamente o fanservice com as mudanças necessárias para o audiovisual — ao passo que alguns personagens foram modificados por recursos narrativos ou por questões de direitos autorais (como foi o caso de John Constantine), e algumas cenas parecem ter saído diretamente das páginas dos quadrinhos, mostrando que a produção da série soube reconhecer a matéria-prima de sua criação.


Apesar de conter essas mudanças, a série não se distancia da narrativa original: os focos continuam os mesmos, ainda que alguns personagens tenham aparições modificadas, como o caso de Lyta e Coríntio, por exemplo. Além disso, houve uma preocupação em criar um núcleo mais centralizado, evitando que a história pudesse abrigar muitos personagens sem o devido desenvolvimento e deixar a trama confusa.



Dentro de atuação coletivamente positiva, Tom Sturridge e Kirby Howell-Baptiste se destacam em Sandman


Outro ponto positivo é a caracterização e atuação do elenco, que consegue trazer para as telas a verdadeira essência de seus personagens. Aqui, destacamos Tom Sturridge, sendo a personificação perfeita de Sandman, uma entidade distante, complexa, taciturna, rígida e melancólica. Outro destaque é a Morte de Kirby Howell-Baptiste, que captura o temperamento alegre e envolvente de sua correspondente dos quadrinhos.


Desejo, interpretado por Mason Alexander Park, apesar de ter pouco tempo de tela, foi um sucesso entre os fãs, com uma personalidade adversária à de Sonho, cativando com seu sarcasmo e uma inocente vilania. Já Coríntio, um pesadelo interpretado por Boyd Holbrook, também teve uma ótima recepção do público, sendo um vilão caricato e sanguinário.




Por fim, Hob Gadling também foi um acerto; Ferdinand Kingsley transparece perfeitamente a personalidade boêmia e divertida de Gadling, o homem que desafiou a Morte e acabou se tornando um grande amigo de Sonho. Inclusive, o sexto episódio, com a aparição de Gadling e da Morte, é um dos melhores da série; juntamente ao 5º, adaptando as histórias “Homem de Boa Fortuna”, “O Som de Suas Asas” e “24 Horas”, respectivamente. Como bônus, destacamos Matthew, o corvo companheiro de Sandman, dublado por Patton Oswalt, que serve como um ótimo recurso de alívio cômico, com muito carisma.


A série é uma ótima porta de entrada para quem deseja conhecer o complexo mundo do Sonhar e os Perpétuos criados e desenvolvidos por Neil Gaiman ao longo de 75 edições.


Texto por: Mariana de Castro & Larissa Biondi




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