top of page
  • Instagram
  • X
  • LinkedIn

Crítica | Bridgerton – 4ª Temporada

  • Foto do escritor: Redação neonews
    Redação neonews
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura

Entre máscaras, luvas perdidas e olhares demorados, a série Bridgerton prova que conhecer seu público também é uma forma de maturidade


Série - Bridgerton
Série - Bridgerton

(Foto: Divulgação)


Após cinco anos, um spin-off de sucesso e três temporadas que consolidaram sua identidade, Bridgerton chega à quarta temporada plenamente consciente de quem é e de quem a assiste. Nos quatro primeiros episódios, a série opta por não reinventar sua fórmula e, curiosamente, encontra exatamente aí sua maior força. O retorno ao conforto do romance clássico, do drama elegante e da fantasia emocional mostra uma produção segura, que entende que nem toda nova fase precisa ser revolucionária para ser marcante. Logo no início do texto, seria interessante inserir uma imagem do baile de máscaras, símbolo visual e emocional da temporada.



Desta vez, o centro da história é Benedict Bridgerton, vivido por Luke Thompson, que finalmente assume o protagonismo romântico. A narrativa flerta abertamente com a estrutura de Cinderela ao apresentar o encontro mágico entre Benedict e a misteriosa Dama de Prata durante o baile organizado por Violet Bridgerton. A conexão é imediata, intensa e interrompida de forma clássica quando o relógio marca meia-noite, deixando apenas uma luva como vestígio daquele momento. A escolha por esse arquétipo não soa preguiçosa, mas consciente, quase como um carinho ao público que sempre enxergou Bridgerton como um conto de fadas moderno.


A grande novidade da temporada é Sophie Baek, interpretada por Yerin Ha, uma adição que se revela um acerto desde sua primeira aparição. Sophie é uma personagem marcada por contrastes: filha bastarda de um lorde, criada pela madrasta após sua morte, ela transita entre a ingenuidade de quem se encanta com o brilho de um baile pela primeira vez e a força silenciosa de quem aprendeu a sobreviver em silêncio. Yerin Ha entrega uma atuação delicada e firme, tornando Sophie uma protagonista fácil de se apegar. Uma boa imagem aqui seria o contraste entre Sophie mascarada no baile e sua vida cotidiana como criada.


A série acerta ao dar tempo para que o romance se desenvolva sem pressa. Benedict se encanta tanto pela dama misteriosa quanto pela criada Sophie, sem perceber que ambas são a mesma pessoa, e é justamente nesse desencontro que o roteiro encontra seu charme. Os diálogos são suaves, os olhares dizem mais do que as palavras e a construção do afeto acontece de forma gradual, algo que nem sempre foi prioridade em temporadas anteriores.


Mesmo com o foco no casal principal, Bridgerton não abandona suas tramas paralelas. Colin e Penelope seguem presentes de forma orgânica, e a série encontra soluções criativas para manter Lady Whistledown relevante mesmo após sua identidade ser revelada. Há um claro cuidado em recompensar o público fiel, com cenas que funcionam quase como presentes para quem acompanhou cada etapa dessa história. Um vídeo curto destacando essas conexões entre temporadas funcionaria bem neste ponto.


Série - Bridgerton
Série - Bridgerton

(Foto: Divulgação)


Outros núcleos também ganham espaço emocional. Violet se permite vivenciar um novo tipo de amor, Francesca e John enfrentam os desafios do primeiro ano de casamento e a amizade entre Lady Danbury e a Rainha Charlotte ganha novas camadas. O destaque, no entanto, fica para o olhar mais atento aos criados da alta sociedade, revelando cumplicidades silenciosas e condições de trabalho duras, tratadas com uma crítica direta, mas elegante. Esse aprofundamento social adiciona densidade a um universo que, muitas vezes, se apoiou apenas no glamour.


Ao fim do Volume 1, a sensação é de que Bridgerton encontrou um equilíbrio raro entre fidelidade ao material original e amadurecimento narrativo. Se a Parte 2 conseguir aprofundar o arco de Sophie e Benedict sem perder o cuidado com os demais personagens, esta pode facilmente se tornar uma das melhores temporadas da série. Bridgerton não tenta ser outra coisa além do que sempre foi, e talvez seja exatamente por isso que continue funcionando tão bem.


Opinião pessoal: "Com essa nota, eu sinto que a quarta temporada entende perfeitamente o que promete entregar. Não é a mais ousada, mas é segura, envolvente e emocionalmente honesta. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de uma boa história de amor contada com cuidado, e Bridgerton ainda sabe fazer isso como poucos."


Você acha que Bridgerton acerta ao manter sua fórmula ou já sente falta de algo realmente novo na série?




Ficha Técnica


Nome: Bridgerton – 4ª Temporada

Tipo: Série

Onde assistir: Netflix

Categoria: Romance

Duração: 4 Temporadas


Nota 4/5



neonews, neoriginals e ClasTech são marcas neoCompany. neoCompany Ltda. Todos os direitos reservados.

  • LinkedIn
  • Youtube

neonews, neoriginals e ClasTech são marcas neoCompany.

neoCompany ltda. Todos os direitos reservados.

Entre em contato com o neonews

Tem alguma sugestão de pauta, eventos ou deseja apenas fazer uma crítica ou sugestão, manda um email pra gente.

  • Instagram
  • X
  • LinkedIn
bottom of page