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  • Foto do escritorOtavio Yagima

Crônica #73 | Em busca de um exílio.

Atualizado: 14 de dez. de 2022

Consciência sequestrada.



Encontro de amigos é sempre muito rico em conversas, desabafos, confidências, ainda mais quando estão entre nós as companhias das mulheres. Mais expansivas, de risos e corações abertos, falam de tudo um pouco. Um dos amigos, que se sentou ao meu lado parecia estar meio fora de órbita, com olhar sem brilho e um pouco mais pensativo que o normal. Estávamos nesse dia no bar da piscina do nosso clube, um local gostoso, ao ar livre, em meio ao barulho do enxame das mulheres.


O sol já tinha dado a sua graça durante todo o dia, se mostrando bem ensolarado; e a noite chegava naquele momento, com uma gigante lua cheia. Ela estava tão grande que não dava para ignorá-la.

Meu amigo com ar melancólico, dizia se sentir mais intimidado com aquela grande presença, a lhe abafar os sentimentos.


Observando aquela real presença intimidadora, comentei que aquela presença e aquele brilho, estavam atingindo muitos outros lugares e muitos seres humanos, sem qualquer distinção. Pessoas em momentos de tristeza, de dor ou de solidão, enfermos que podiam estar observando através da janela de um hospital, os condenados que por pequenas frestas a sua luz se fazia penetrar, cortando sua imagem. E em paralelo, muitas outras pessoas admirando sua beleza com taças de champanhe, num jantar à luz de velas, comemorando um momento a dois, talvez uma vida nova, uma felicidade alcançada. Enfim, cada qual dentro de uma realidade por si construída e conquistada.


Lua, antes considerada como mística, serviu como referência para antigos navegadores e viajantes, contos de romances e poesias para os escritores. Dividia a sua luz com os faróis localizados em rochedos perigosos. Eleita como a dama da noite, sempre alterando suas roupas, ora escondida nas vestes escuras, ora com ricos brilhantes e véu branco. Às vezes ocultando-se por detrás das nuvens, das montanhas, e outras vezes se mostrando infindável, para os residentes dos polos norte e sul. E sem se incomodar com o astro rei, o Sol, também divide o seu brilho durante o dia.


Ela está posicionada milimetricamente dentro de uma equalização física e matemática, com uma proporção exata de gravidade, que não provoca colisão com a nossa Terra, e nem se distancia. Num cálculo perfeito pelo nosso Regente, traz para todos nós a vida, o movimento, o encanto, além das inspirações para casais, filósofos e pensadores.

A presença daquela lua me levou ao espaço interplanetário, e minha mente decolou parando no dia 21 de dezembro de 1968. Nesse dia, três astronautas a bordo do Apollo 8 foram enviados à órbita da Lua, como a primeira missão tripulada. Depois de várias missões, e em 07 de dezembro de 1972, com o Apollo 17 foi encerrada a missão Lua, sem sabermos dos detalhes sobre a suspensão do programa.


E eis que depois de exatamente 50 anos, o ser humano retoma e retorna com o projeto. E então, a um mês atrás, em 16 de novembro de 2022, tivemos o lançamento do foguete ARTEMIS I, nome de uma deusa grega, a deusa da Lua, da caça e da magia. Um projeto, agora não mais entendido como exploração, e sim como colonização.


Meu amigo, um pouco mais animado, traz à tona os sentimentos aflorados em todos nós, que vivenciamos aquele dia. Éramos ainda adolescentes, e talvez por isso, foi algo incrivelmente marcante e que teimava em permanecer no campo fantasioso, como nos episódios do super-herói japonês National Kid. Na época, as televisões eram em preto e branco e nem todas as casas possuíam. Onde tinha ficou com aglomerado de pessoas vizinhas, para juntas, poderem acompanhar e vibrar, mesmo sem muito entender, o glorioso momento do homem e da lua.



Quer saber mais do podcast das Crônicas?


 

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Considerada como um satélite natural, apesar da existência de rumores de que seria uma estrutura construída, ou algo como um laboratório. De forma incrível ela mostra sempre uma única face. Acredita-se na existência de algumas bases nessa sua parte de trás, na sua face oculta. Não é mais mistério que exista, e alguns países estão à frente nessas explorações. Cientistas estudam e fala-se muito na riqueza mineral do solo lunar, He-3 ou hélio-3, que muito provavelmente será usado para se fazer salto de dobra, pela sua hiperpoderosa energia. Algo complexo, mas já sendo pesquisado. Talvez precise muito tempo ainda para que se consiga, realmente explorar e utilizar os recursos de lá, mas já se sabe que apontam com elementos importantes, um combustível para as futuras viagens espaciais. Portanto, seria da lua que servindo como uma base, que seriam lançadas as naves para Marte ou Vênus, por exemplo. Grandes conquistas estão sempre acontecendo. Então, a questão de colonização da lua ou mesmo a de Marte, fazem parte de estudos e projetos, e já é de conhecimento de muitos de nós a sua viabilidade. Viagens interplanetárias, não mais encaradas como ficção científica ou de histórias em quadrinhos, uma realidade cada vez mais próxima das nossas vidas.


Relembrando as emoções daqueles vibrantes momentos que vimos pela televisão, diz assim meu amigo:


- “Bons tempos aqueles, tudo era mais fácil como estudante, a vida se resumia em muitos sonhos, e hoje não hesitaria em me candidatar a ir para Marte, numa dessas viagens de colonização. Assim como muitos, que já vi, também tenho esse desejo. Não com espírito de explorador, mas como fuga mesmo, desta minha vida atual”.


Eu me surpreendi com tamanha declaração. Divorciado, com difíceis problemas de relacionamento com o filho; somando-se a isso questões muito duras e tensas em seu trabalho. Sabia que sua situação era delicada, mas não a ponto de querer ser exilado.


Em muitos momentos de nossas vidas nos acontecem algo assim, uma vontade de sumir, de largar tudo, de desaparecer. Qual seria o propósito desses momentos? Será que se ele fosse para Marte, a sua situação seria resolvida? Onde ficariam seus atuais problemas?


Um outro amigo, intrigado com o desabafo deste aspirante a exílio, reforçou que o mundo atual está perdido, quase que sem esperanças de um futuro melhor. Por mais que defendesse os princípios do bem, o mal estava vencendo. Então, ele também confessou estar cansado, e não conseguindo mais se manter persistente e esperançoso. Traçou um panorama mundial de tudo o que está acontecendo.


Percebi que ele tinha um profundo conhecimento sobre ciências exatas, era pesquisador e professor, e algo me marcou quando ele nos disse:


- “Estamos no nosso limite existencial. O tempo agora passa a não ser nosso aliado, pois as chances de melhorar se esgotaram. Não nos entendemos mais, apesar de ter disponível tantas informações; as pessoas estão confusas e desnorteadas, independentemente do seu nível social. O egoísmo onde prevalece o lema cada um para si, parece reinar em todos os lugares”.


Eu apenas os ouvi, e percebi o quanto de angústia o panorama atual está impregnando a alma humana.

Porém, disse esse amigo, que apesar de toda essa confusão que está na Terra, mesmo assim não se aventuraria a ir para essa colonização de Marte.


Minha mente percorreu por muitos planetas, e fiquei a imaginar as vidas existentes neles, cada qual devidamente correspondendo à sua peculiar vibração. O quão seria ou não semelhante ao da nossa Terra, principalmente em questão de nível consciencial.


Estamos vivendo num complexo e conturbado mundo de transformações.


O Bem e o Mal, a Luz e as Trevas numa guerra contínua e constante, só mudando os cenários ao longo de toda a história. No entanto, hoje, estamos inseridos num momento muito rico para toda a humanidade, participando de todo esse movimento que envolve uma transição planetária.



Leia a Crônica anterior a esta, caso ainda não tenha visto


 

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A nossa realidade atual então, é que de fato, estamos vivendo o ápice do caos, evidenciando e praticamente findando um longo ciclo; onde todas as sujeiras que foram jogadas para debaixo dos tapetes serão expostas, serão descobertas e limpas. Os cenários, muitas vezes se apresentam e se assemelham, com o que muitos de nós já dissemos, “é o fim do mundo, é o fim dos tempos”. Assim, portanto, estamos muito bem servidos por todos os tipos de pessoas, com seus mais variados e alterados níveis de consciências, participando intensamente, e muitas delas dando seus últimos suspiros; pois todas as máscaras estão caindo, em todas as camadas das populações, da baixa à alta, todas, indistintamente. É o movimento, não há como retroceder ou fugir, tudo virá à tona, nua e cruamente, nada ficará escondido, essa é a verdade. É uma grande batalha que transcorre não só no nosso plano físico, mas no plano espiritual, e estamos no olho do furacão.


Sob a influência, em todos os aspectos, de um denso e gigantesco sistema, uma grande parte da humanidade parece zumbis em um transe hipnótico. Transe hipnótico retroalimentado pelas inúmeras energias de baixa densidade, com as mensagens subliminares emitidas pelo sistema, e pelos inúmeros recursos tecnológicos existentes, destacando entre eles as redes de comunicações, principalmente a chamada mídia marrom ou a Grande Mídia.


Há que despertarmos desse transe, deixar de sermos zumbis. Essa tecnologia, não divulga na mesma intensidade, as coisas boas e más. Priorizando, destacando e dando foco em divulgar todos os tipos de horrores que acontecem pelo mundo afora, tem o grande poder de ampliar e multiplicar, intencionalmente, nossas dores, uma vez que isso tudo é mostrado em tempo real e o tempo todo.


Perde-se a real noção de dor, mantendo em alta o medo, a insensibilidade, o individualismo, a angústia, a ansiedade, a violência; podendo levar a um colapso emocional, e muitas vezes chegando ao limite, onde a pessoa desiste ou tem vontade de desistir de si mesma. Vontade de não querer enfrentar mais nada e sumir do mapa, semelhante ao que confessou meu amigo.


No entanto, quando, e se entendermos o porquê dos acontecimentos de todo esse processo, automaticamente, vamos compreender que a predominância das sombras é apenas uma impressão imposta. Conseguir enxergar e entender os movimentos nos bastidores, nos capacita termos uma melhor, mais ampla e verdadeira visão do todo. Assemelha-se a um grande tabuleiro de um jogo de xadrez, as peças sendo movimentadas e se posicionando para o xeque, aproximando-se cada vez mais de um mate.


 

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Pode parecer o contrário, mas hoje o Bem supera o Mal. Assim como pode parecer existir apenas o caos. No entanto, existe e cresce em progressão geométrica, o despertar de consciências com suas boas consequências. Quando compreendermos de fato a vida, seremos capazes de escolher o que vamos consumir, em todos os aspectos. Podemos então, partir para a busca de uma libertação, desencadeando um processo interno de autodescobrimento, se expandindo para uma busca de compreensão também do mundo externo.


As faces de uma verdade maior vão se revelando, através do anseio de novos conhecimentos. Nesse processo haverá a desconstrução de muitas crenças. A vida se descortinará com novos olhares, novo sentir, e evidentemente nova consciência, entrando em consonância com a nossa própria agenda cósmica.


Duas de nossas amigas nos surpreende, cantando à luz daquela enigmática lua. As mulheres sempre com o dom aguçado de percepção, cantaram para o nosso amigo aspirante a exilado, que se emociona encabulado. Ao final nos confessa, com os olho marejados, que talvez não fosse tão boa ideia fugir para Marte, afinal lá não teria esses bons amigos, esse aconchego, esse compartilhar de momentos delicados, de angústia, de desespero ou de alegrias de sua vida.


A música, a lua, e com a emoção quase que à flor da pele, meu amigo me questiona se lembrava do que foi dito pelo comandante, naquele dia da nossa adolescência.

A tripulação do Apollo, quis transmitir uma mensagem para todas as pessoas da Terra:


- “No princípio Deus criou o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E Deus disse: que haja luz e houve luz. E viu Deus que era boa a luz”.


E o comandante da Apollo 8, assim tocou nossos corações com essa bela mensagem, transmitida na noite de Natal. Ele simplesmente quis dizer que Deus existe, pela indescritível grandiosidade de tudo o que presenciou no percurso, daquela grande e deslumbrante viagem à lua.


Um Homem esteve conosco, no ano zero, para propagar o Amor. Aqueles que o seguiram foram perseguidos, humilhados e condenados. Somos gerações, de exceções, que ainda acreditamos que existem esperanças, não no sentido de esperar e sim esperançar. Muitos faróis que emitiam luzes já não existem mais, ora envolvidos em grandes e constantes tempestades, ora destruídos por ideologias malignas e intermináveis de crenças. Somente os faróis erguidos em rochas firmes, nos princípios Divinos, resistiram. Houve uma época em que as luzes enfraqueceram, mas nunca se apagaram totalmente. Houve furacões, ondas gigantescas sob o domínio do mal passando sobre ele, na tentativa de destruir o foco do espelho da Luz. Mas, muitos navegantes que por ela foram salvos, aportaram e ajudaram a escorar a estrutura, fincada na base chamada Amor.


Onde quer que estejamos ou almejamos estar, o que será determinante é o quantum de consciência que possuímos. É ela, a nossa consciência, que nos conduzirá às respectivas realidades, exatamente condizentes com ela, de acordo com a sua energia e vibração.


Liberte-se das mentiras e ilusões: “Conheça a verdade e a verdade vos libertará!”


Manifestar o Divino onde quer que estejamos.

Olhar para dentro de nós, sentindo a força do nosso Criador através do pulsar de nossos corações, é a Vida, pulsante e presente.

Que o Bem, o Belo e o Verdadeiro possam assim ser irradiados através dele, de forma consciente, com alegria autêntica e genuína encontrada nas belezas simples da vida.


As mesmas leis que regem o sistema solar, que rege o cosmo, uma sociedade, um corpo humano, um animal, uma planta, um mineral, estão dentro de nós seres humanos. Portanto, quanto mais penetramos dentro de nós mesmos, quanto mais aproximamo-nos da compreensão e da nossa inteligência, mais nós nos conectamos e compreendemos o mundo a nossa volta. Podemos assim desenvolver o poder de recriar, e nos colocarmos como protagonistas, participando ativamente na construção de um mundo melhor, um mundo que já desponta com a sua graça nos novos horizontes.


Quem tem olhos que veja!


Enquanto estivermos e nos mantivermos na energia de uma consciência, estruturada no Amor, o entorno ou o caos externo não nos afetará. Ao conquistarmos o patrimônio harmonia, o equilíbrio interno ali estará.


A Terra, girando em torno do Sol, ambos se movendo sincronizados dentro de uma galáxia e de um infindável Universo, e juntos, todos inseridos em algo muito maior e inimaginável, torna-nos aparentemente pequenos e frágeis. No entanto, como microcosmos que somos dentro desse gigantesco macrocosmo, podemos dizer que, detemos um poder muito além do que podemos medir ou imaginar. Despertar para isso está no nosso percurso, aqui, agora, de forma urgente e inadiável.


A gigante e brilhante lua nos observando! Os amigos queridos se movimentando, se aproximando, e todos circundando, num abraço carinhoso e aconchegante, o nosso amigo; que no aconchego de nossas amizades, confessou, entendeu e desistiu da busca de um exílio.

Nós brindamos e comemoramos!


Não desperdicemos o tempo, acordemos para a grande e verdadeira realidade.

Sobreviventes de um sistema, agora despertos e fora de transe, podemos e devemos escolher;

com muita coragem e sabedoria, através da verdade e da justiça, nossa liberdade, nossa paz.


De que lado você está, neste momento tão importante da nossa humanidade?



 

Galeria Crônicas

Que tal baixar e compartilhar trechos dessa crônica com a galera?



 

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Nosso cronista Otavio Yagima fez uma participação especial, e o encontro está imperdível; confira no player aqui embaixo e também visite as demais postagens no YT da neo!



 

Time Crônicas



 

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