Crítica | The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake

Com gráficos renovados, controles aprimorados e uma localização em português brasileiro, The Legend of Zelda: Ocarina of Time retorna ao Nintendo Switch 2 preservando a aventura que conquistou gerações

(Foto: Divulgação)
Lançado originalmente há décadas, The Legend of Zelda: Ocarina of Time retorna em uma versão atualizada para o Nintendo Switch 2. A história continua a mesma: Link precisa impedir os planos de Ganondorf e proteger Hyrule, em uma jornada que começa na infância do protagonista e avança até sua vida adulta. Não há grandes mudanças na narrativa, mas algumas novidades tornam a experiência mais agradável.
A passagem do tempo continua sendo um dos pontos centrais do jogo. Link encontra um mundo diferente ao retornar à vida adulta, e essa mudança também afeta os lugares que já visitou. A exploração de Hyrule, com suas cidades, personagens e segredos, segue como parte importante da aventura. Para quem já conhece o jogo, é uma oportunidade de rever cenários conhecidos com outra apresentação.

(Foto: Divulgação)
Os templos continuam exigindo atenção. Resolver enigmas, encontrar caminhos e entender como utilizar os itens faz parte da progressão. A estrutura original foi preservada, mas os controles receberam ajustes, incluindo um botão dedicado para pular. São mudanças pontuais, mas que ajudam a deixar a movimentação mais próxima do que se espera de um jogo atual.
A parte visual também recebeu melhorias. Os cenários estão mais detalhados, e o ciclo de dia e noite contribui para dar mais movimento ao mundo. Os minijogos continuam disponíveis e oferecem atividades além das missões principais. Ainda assim, o remake não tenta reconstruir Hyrule do zero: a organização dos ambientes e a identidade visual permanecem bastante próximas da versão original.
A música segue tendo um papel importante, principalmente pelo uso da ocarina. As melodias fazem parte de diferentes momentos da aventura e ajudam Link a avançar em sua jornada. A trilha orquestrada dá uma nova apresentação às composições, sem tirar o espaço que elas já ocupavam no jogo.

(Foto: Divulgação)
Para os jogadores brasileiros, a principal novidade está na localização. O remake é o primeiro título da série Zelda a contar com dublagem em português brasileiro. A adaptação também aparece nos diálogos e em expressões como “fadinho”, “desfadado” e “Dekomerciante”. São escolhas que dão um toque próprio à versão nacional e tornam a experiência mais próxima do público daqui.
O remake mantém praticamente toda a estrutura que fez Ocarina of Time ser lembrado até hoje. As mudanças estão concentradas na apresentação, nos controles e na localização, sem alterar o desenvolvimento da aventura. Isso significa que algumas características da versão original também permanecem, mas a atualização consegue tornar o jogo mais acessível para quem está chegando agora e mais confortável para quem pretende revisitar Hyrule.
Opinião da Redação: "O remake acerta principalmente por não tentar mudar o que já funciona. As melhorias nos controles e nos gráficos são bem-vindas, mas a dublagem em português é o detalhe que mais merece atenção. Poder acompanhar os diálogos na nossa língua faz diferença e dá uma identidade especial a essa versão. É uma boa oportunidade para conhecer o jogo ou voltar a ele, mesmo que a experiência não seja tão diferente da original."
Você prefere remakes que mantêm a experiência original ou gostaria de ver mudanças maiores em jogos clássicos?
Ficha Técnica
Nome: The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake
Tipo: Jogo
Onde jogar: Nintendo Switch 2
Categoria: Aventura / Ação
Nota: 5/5


