Crítica | Star Wars Zero Company
- Redação neonews

- há 15 horas
- 3 min de leitura
Star Wars Zero Company acerta ao trocar o fan service por personagens carismáticos e um combate tático que conquista até quem nunca gostou do gênero

(Foto: Divulgação)
Existe um certo cansaço quando se fala em Star Wars hoje. Depois de tantos filmes, séries e projetos que dividiram opiniões, ficou fácil acreditar que a franquia já tinha contado tudo o que precisava contar. Star Wars Zero Company chega justamente para contrariar essa sensação. Em vez de apostar em Jedi, grandes sobrenomes ou nostalgia desenfreada, o jogo encontra força em uma história própria e em um grupo de personagens que faz você querer permanecer naquela missão até o fim.
Durante as Guerras Clônicas, assumimos o comando da Companhia Zero, um esquadrão de mercenários liderado pelo ex-capitão Hawks. A missão é impedir o avanço da Espiral Infinita, um culto alinhado aos Separatistas que espalha uma doença misteriosa capaz de transformar seus soldados em ameaças ainda mais letais. A premissa poderia facilmente escorregar para uma história genérica de guerra, mas o roteiro entende que seu maior trunfo está nas pessoas. Kabb Uppercut, Trick, Cly e Jae deixam de ser apenas integrantes do esquadrão para se tornarem companheiros de quem está segurando o controle.

(Foto: Divulgação)
O combate por turnos também merece destaque porque consegue um equilíbrio raro. Quem nunca foi fã de jogos táticos encontra uma curva de aprendizado acolhedora, enquanto quem gosta do gênero ainda tem espaço para experimentar estratégias mais complexas. O sistema de vínculos entre os personagens muda completamente a forma como cada missão é encarada. Quanto mais tempo eles lutam juntos, mais eficientes se tornam, criando uma sensação genuína de equipe que faz diferença tanto na narrativa quanto nas batalhas.
É justamente por isso que o permadeath funciona tão bem aqui. Perder um integrante não representa apenas um revés mecânico. Existe um peso emocional real quando um personagem que você acompanhou por horas deixa de existir. Poucos jogos conseguem transformar uma decisão estratégica em algo tão pessoal, e esse talvez seja um dos maiores acertos da Bit Reactor.

(Foto: Divulgação)
Nem tudo funciona com a mesma força. As Operações secundárias acabam sendo a maior oportunidade desperdiçada do jogo. Muitas delas apresentam ideias interessantes, mas se resolvem apenas por texto, sem uma batalha própria ou uma cena que dê mais impacto ao momento. Os problemas de otimização também aparecem em alguns momentos, com texturas demorando para carregar e pequenas quedas de desempenho que destoam da qualidade geral da experiência.
Ainda assim, é difícil ignorar o quanto Zero Company representa um caminho interessante para Star Wars. O jogo entende que esse universo não precisa girar eternamente em torno dos mesmos heróis para emocionar. Quando coloca o foco em personagens inéditos, conflitos menores e escolhas que realmente importam, ele lembra por que tanta gente se apaixonou por essa galáxia em primeiro lugar.
Opinião da Redação: "O mais curioso é que Zero Company me fez sentir algo que eu não esperava mais de um jogo de Star Wars: vontade de conhecer personagens completamente novos. Em poucas horas eu já estava mais preocupado com o destino daquele esquadrão do que esperando a próxima aparição de um rosto famoso da franquia. É aquele tipo de jogo que termina e, em vez de deixar saudade só do combate, deixa saudade da companhia."
Será que Star Wars funciona melhor quando cria personagens inéditos do que quando insiste em revisitar seus maiores ícones?
Ficha Técnica
Nome: Star Wars Zero Company
Tipo: Jogo
Onde jogar: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S
Categoria: Jogo de estratégia tática por turnos
Nota: 4,5/5


