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Crítica | "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" é incrivelmente divertido e profundo

Filme dos Daniels com Michelle Yeoh apresenta lição de moral ao mesmo tempo em que entretém ao extremo


(A24/Reprodução)


Você conhece a famosa pergunta "de onde viemos e para onde vamos"? O longa Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), propõe uma resposta criativa e bizarramente intrigante para a questão. Com a atriz Michelle Yeoh no papel principal, os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert entregam um trabalho primoroso em efeitos, performance e lições para a vida toda.


Na história, o público conhece a personagem Evelyn (Yeoh), que está em um dia muito estressante: além de precisar se preocupar com o aniversário do pai, ela também deve justificar as altas dívidas que sua loja de lavanderia tem. Muito cética e sem grandes expectativas para o que está por vir, a heroína vai até a Receita Federal encarar uma auditora (feita pela ótima Jamie Lee Curtis), sem saber que o próprio marido quer terminar o casamento.



Tudo parece indicar o fracasso para Evelyn Wang. Apesar disso, a protagonista é rapidamente lançada numa grande tarefa que envolve não apenas ela, mas todo o universo existente: deter uma entidade cósmica que explora o conceito de multiversos, e que pretende destruir cada camada das respectivas realidades existentes; e que são muitas, diga-se de passagem.


Assim, Evelyn passa de uma simples protagonista para uma aventureira, e o multiverso mostrado em Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é totalmente maluco — no melhor sentido da palavra. Aqui, os diretores exploram realidades absurdas, caricatas e engraçadas: há um mundo em que Evelyn é uma mestre do kung fu, outro em que a humanidade tem dedos de salsichas, e ainda outro em que tudo é feito de pedra. Os Daniels merecem muitos pontos pela criatividade na hora de mostrar, com ajuda dos efeitos visuais de ponta, cada universo paralelo (e vale destacar que, ao se conectar com os outros mundos, Evelyn também é ligada às suas outras versões pelo subconsciente).



Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é uma mistura de gêneros. Há ficção científica com as viagens interdimensionais, há comédia e ação com as lutas super engraçadas e os diálogos entre os personagens (destaques para o ator Ke Huy Quan, que faz o marido de Evelyn, e Jamie Lee Curtis), e também há drama. Sob todas as camadas enquadradas no filme, a protagonista de Michelle Yeoh ainda deve se reconciliar com a filha, feita por Stephanie Hsu — e a forte e linda química entre mãe e filha mexerá com o enredo em tamanhos sem precedentes.



Há muito para explorar em Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Dentro de uma trama familiar em que a matriarca tenta não fazer tudo desmoronar, há questionamentos a respeito do papel do ser humano na Terra. O longa dos Daniels aborda conceitos como destino, missão, fraternidade e a busca por um sentido à vida que temos. Ainda, a representatividade se firma na obra com um elenco principal composto por atores de origem asiática, e também LGBTQ+.


A infinidade de mundos navegados por Evelyn é incalculável, e cada um também traz uma camada de profundidade em níveis diversos. Houve um cuidado para que o universo do longa fosse coeso, apesar das maluquices e dos efeitos que deixam tudo encantador e bem-humorado. O longa da produtora americana A24 tem um ritmo frenético e é recheado de batalhas, mas também faz sentido em si mesmo e não deixa espaços para confusões que atrapalhem o espectador.



O conceito de multiversos, que a Marvel tem usado bastante em suas produções (em sua própria versão), é muito original aqui. Há regras, mas elas são simples; em poucos minutos de imersão o público já é envolvido pelo transporte no espaço-tempo. E os diretores não têm medo de apostar no incomum e anormal: há muita vida em cada ponto de criação de Tudo em Todo Lugar.


Se você está procurando por um filme divertido, que te ensina e que não deixa pontas soltas (apesar do final bastante interpretativo), Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é a opção da vez. Michelle Yeoh está, como sempre, interpretando uma personagem singular e de destaque; e para além de uma heroína dos multiversos, Evelyn também é a salvadora da própria narrativa.



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