Crítica | Control Resonant

Control Resonant abandona a ação frenética do original para apostar em uma experiência cooperativa tão estranha quanto viciante

(Foto: Divulgação)
Mudar a fórmula de uma franquia costuma ser uma aposta perigosa, ainda mais quando o jogo anterior virou referência justamente pela identidade tão particular. Control Resonant poderia ter sido apenas uma tentativa de aproveitar o universo surreal da Remedy em outro formato, mas surpreende ao entender que não precisa repetir o primeiro jogo para funcionar. Em vez de correr atrás do mesmo impacto de Jesse Faden, ele encontra sua força em uma experiência cooperativa que transforma o desconhecido em estratégia.
A ambientação continua sendo um dos maiores trunfos do estúdio. Os corredores impossíveis, as salas que parecem desafiar qualquer lógica e o clima constante de estranheza fazem o Velho Departamento parecer vivo outra vez. Mesmo quando a ação desacelera, existe sempre a sensação de que algo pode mudar atrás da próxima porta, mantendo aquele desconforto silencioso que virou marca registrada da Remedy.

(Foto: Divulgação)
O maior diferencial, porém, está na jogabilidade. O foco deixa de ser o espetáculo individual para incentivar trabalho em equipe, exigindo que cada jogador aproveite habilidades diferentes para sobreviver aos confrontos. É uma mudança que pode causar estranhamento nas primeiras horas, mas ganha profundidade conforme as combinações começam a fazer sentido e o ritmo do grupo se encaixa.
Nem tudo funciona com a mesma consistência. O início demora mais do que deveria para engrenar, alguns objetivos repetem estruturas semelhantes e a narrativa, apesar de interessante, deixa perguntas demais sem oferecer respostas igualmente envolventes. Quem esperava uma continuação mais direta de Control também pode sentir falta de conexões mais fortes com a história principal.

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Ainda assim, quando o jogo encontra seu equilíbrio, fica difícil largar o controle. Existe uma satisfação enorme em dominar as mecânicas, descobrir novas possibilidades de combate e perceber que aquele universo continua cheio de segredos esperando para serem encontrados. É o tipo de experiência que melhora conforme você aprende suas próprias regras.
Control Resonant talvez não alcance o mesmo impacto revolucionário do primeiro jogo, mas também não vive à sombra dele. Ao abandonar a necessidade de repetir o passado, a Remedy prova que seu universo ainda tem espaço para experimentar formatos diferentes sem perder a identidade que conquistou tantos fãs.
Opinião da Redação: "O que mais me pegou foi perceber que o jogo recompensa a curiosidade do mesmo jeito que Control fazia, só que por outro caminho. As primeiras horas me deixaram em dúvida, mas bastou entender o ritmo das partidas para aquele sentimento clássico da Remedy voltar: entrar em uma sala estranha sem saber exatamente o que vai encontrar e, ainda assim, querer abrir a próxima porta."
Você prefere quando a Remedy reinventa suas franquias ou gostaria que Control tivesse seguido exatamente a fórmula do primeiro jogo?
Ficha Técnica
Nome: Control Resonant
Tipo: Jogo
Onde jogar: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S
Categoria: Ação/ Tiro cooperativo / Sobrenatural
Nota: 4/5


