DLSS 5 | Nvidia revela como a IA vai deixar os jogos ainda mais realistas
- Redação neonews

- há 5 horas
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O DLSS 5 estreia oficialmente em 3 de setembro com NBA 2K27 e promete enriquecer gráficos com inteligência artificial sem alterar a visão dos desenvolvedores

(Foto: Divulgação)
Depois de semanas de vazamentos e polêmicas, a Nvidia finalmente abriu o jogo sobre o DLSS 5, nova geração da tecnologia de inteligência artificial que promete elevar o nível gráfico dos games. O recurso estreia oficialmente em 3 de setembro, junto com NBA 2K27, e chega como um dos maiores avanços da empresa desde a introdução do Frame Generation.
Segundo a fabricante, o objetivo não é "inventar" elementos na tela, mas adicionar detalhes de alta frequência, como reflexos, sombras e iluminação mais complexa, respeitando o estilo visual criado pelos desenvolvedores.

(Foto: Divulgação)
O que muda no DLSS 5?
Diferente de outras IAs generativas, o DLSS 5 não funciona a partir de comandos de texto. A tecnologia analisa os próprios quadros renderizados do jogo e utiliza informações internas da engine para enriquecer cada cena.
Na prática, ela considera elementos como:
iluminação;
texturas;
geometria;
materiais das superfícies;
vetores de movimento;
e até a cor-base definida pelos artistas do jogo.

(Foto: Divulgação)
Isso permite que a IA melhore a imagem sem trocar logotipos, rostos ou outros detalhes importantes da identidade visual do game.
Reflexos, sombras e iluminação mais naturais
O foco do DLSS 5 está nos chamados detalhes de alta frequência. É justamente aí que entram alguns dos efeitos mais pesados para o hardware, como:
reflexos mais realistas;
sombras de contato;
oclusão ambiental;
dispersão da luz sobre a pele.
Segundo a Nvidia, reproduzir esse nível de fidelidade de forma totalmente nativa exigiria muito mais tempo de renderização e processamento.
Quem controla as configurações?
Uma das maiores diferenças dessa nova versão é que os jogadores não terão acesso aos ajustes avançados.

(Foto: Divulgação)
Quem decide como o DLSS 5 será aplicado são os próprios desenvolvedores. Eles poderão escolher diferentes modelos de renderização para personagens, ambientes e cutscenes, além de controlar a intensidade dos efeitos de iluminação e estrutura.
No menu do jogo, o usuário poderá apenas ativar ou desativar o recurso.
O papel do Ray Tracing
Embora funcione também em jogos com rasterização tradicional, o DLSS 5 tende a entregar resultados ainda melhores quando combinado com Ray Tracing.
Quanto mais informações de iluminação a cena possui, maior é a quantidade de dados que a inteligência artificial consegue aproveitar para gerar uma imagem mais próxima da realidade.
Quais placas são compatíveis?
Oficialmente, o DLSS 5 será exclusivo das placas GeForce RTX Série 50, baseadas na arquitetura Blackwell.
Apesar de versões modificadas já terem aparecido em GPUs RTX 30 e RTX 40 através de mods, a Nvidia afirma que apenas os Núcleos Tensores de quinta geração oferecem suporte oficial ao Neural Rendering.
NBA 2K27 será o primeiro grande teste
O primeiro jogo a estrear oficialmente com a tecnologia será NBA 2K27, escolhido justamente por buscar um visual extremamente próximo do real.

(Foto: Divulgação)
Nas demonstrações divulgadas pela empresa, jogadores ganharam rostos mais detalhados, reflexos mais precisos nos olhos e uma iluminação significativamente mais profunda, reforçando o salto visual prometido pela nova geração do DLSS.
O futuro do DLSS 5
Além dos lançamentos atuais, a Nvidia afirma que a tecnologia também poderá ser implementada em jogos mais antigos, desde que os estúdios decidam adicioná-la.
Se o DLSS 5 realmente conquistará os jogadores ainda é uma incógnita, principalmente após as discussões geradas pelos primeiros vazamentos. Mas uma coisa já está clara: a disputa entre desempenho e fidelidade gráfica ganhou mais um capítulo, e a inteligência artificial deve ocupar um papel cada vez maior no futuro dos games.


