Bring Me The Horizon chega ao Rock in Rio 2026 para um dos shows mais aguardados do festival
- Redação neonews

- há 11 horas
- 4 min de leitura
Antes de subir ao Palco Mundo, Bring Me The Horizon acumula duas décadas de reinvenções, sucessos virais e uma das apresentações mais aguardadas desta edição do Rock in Rio 2026

(Foto: Divulgação)
Se existe uma banda capaz de representar a evolução do rock pesado nos últimos vinte anos, essa banda é o Bring Me The Horizon. Escalado para subir ao Palco Mundo às 21h20 do dia 5 de setembro, o grupo britânico chega ao Rock in Rio 2026 cercado de expectativa, prometendo uma apresentação que mistura peso, emoção, tecnologia e uma energia que se tornou sua principal marca ao vivo.

(Foto: Divulgação)
Depois de transformar o metalcore em um fenômeno mundial e conquistar uma nova geração de fãs pelas redes sociais, a banda liderada por Oli Sykes desembarca na Cidade do Rock como um dos shows mais aguardados da edição.
De Sheffield para o mundo
A história do Bring Me The Horizon começou em 2004, na cidade de Sheffield, na Inglaterra. No início, a banda chamou atenção pelo som extremamente pesado, inspirado no deathcore e no metalcore, conquistando espaço rapidamente dentro da cena alternativa britânica.
O que poucos imaginavam era que aquele grupo não permaneceria preso a um único gênero. A cada álbum, o Bring Me The Horizon expandiu sua identidade sonora, incorporando elementos de rock alternativo, música eletrônica, pop, industrial e até ambient, sem abandonar completamente suas raízes.

(Foto: Divulgação)
Essa disposição para experimentar fez com que a banda deixasse de ser apenas um nome do metal para se tornar um dos artistas mais influentes do rock contemporâneo.
Oli Sykes virou o rosto da nova geração do rock
Boa parte dessa transformação passa por Oliver Sykes, vocalista e principal compositor da banda. Conhecido pela presença de palco intensa, o cantor também ficou marcado pela forma como transformou experiências pessoais em letras sobre saúde mental, ansiedade, vícios e superação.
Nos últimos anos, Oli passou a explorar vocais melódicos sem abandonar os gritos característicos da banda, ampliando ainda mais o alcance do grupo.
O vocalista que adotou o Brasil como segunda casa
A relação de Oli Sykes com o Brasil vai muito além das turnês do Bring Me The Horizon. Casado desde 2017 com a modelo brasileira Alissa Salls, o vocalista passou a dividir sua rotina entre a Inglaterra e o litoral paulista, onde vive longas temporadas com a família.

(Foto: Divulgação)
Nos últimos anos, o músico contou que encontrou no Brasil um ritmo de vida completamente diferente daquele que levava em Sheffield. Em entrevista ao podcast de Nik Nocturnal, Oli disse que o país virou um refúgio para desacelerar, aproveitar a proximidade da praia e criar seus filhos gêmeos em um ambiente mais tranquilo. Segundo ele, morar aqui permitiu "desconectar da banda" quando está longe dos palcos.
Essa conexão também aparece nas pequenas curiosidades do dia a dia. O cantor já brincou que tem CPF, usa Mercado Livre, come arroz com feijão quase diariamente e considera a mandioca um dos seus pratos favoritos. Também já foi visto surfando no litoral paulista e até curtindo blocos de Carnaval, momentos que costumam viralizar entre os fãs brasileiros.

(Foto: Divulgação)
O carinho pelo público brasileiro também é antigo. A banda passou por palcos menores antes de lotar arenas e estádios no país, incluindo um Allianz Parque esgotado em 2024, show que o próprio Oli descreveu como especial por poder voltar para casa depois da apresentação. Agora, essa relação ganha um novo capítulo com a estreia do Bring Me The Horizon no Palco Mundo do Rock in Rio, um dos momentos mais aguardados do festival.
Do metalcore ao topo dos festivais
A evolução do Bring Me The Horizon pode ser contada pelos álbuns que redefiniram a identidade da banda sem apagar suas raízes.
Suicide Season (2008): consolidou a banda como um dos principais nomes do metalcore.
Sempiternal (2013): virou um divisor de águas ao incorporar elementos eletrônicos e melodias mais acessíveis.
That's the Spirit (2015): aproximou o grupo do rock alternativo e ampliou seu alcance.
amo (2019): apostou de vez na mistura entre pop, eletrônico e rock.
POST HUMAN: Survival Horror (2020): resgatou o peso enquanto dialogava com a música moderna.
POST HUMAN: NeX GEn (2024): foi a fase mais experimental da carreira.
Essa sequência de reinvenções ajudou o Bring Me The Horizon a atravessar gerações sem perder relevância, e é justamente essa versatilidade que faz da banda uma das atrações mais aguardadas do Rock in Rio 2026.
Os maiores sucessos
Mesmo quem nunca acompanhou a banda provavelmente já ouviu alguma dessas músicas:
Can You Feel My Heart
Throne
Drown
Happy Song
MANTRA
Parasite Eve
DiE4u
LosT
Kool-Aid
Entre todas elas, Can You Feel My Heart ganhou um novo significado ao viralizar no TikTok, tornando-se uma das músicas de rock mais utilizadas na plataforma e apresentando a banda para milhões de novos ouvintes.
Uma banda que também conquistou o pop
Outra característica que tornou o Bring Me The Horizon único é a quantidade de colaborações fora do universo do metal. O grupo já trabalhou com artistas como Ed Sheeran, YUNGBLUD, Machine Gun Kelly, BABYMETAL, Grimes e Lil Uzi Vert, mostrando que seu alcance vai muito além da música pesada.
Essas parcerias ajudaram a aproximar públicos completamente diferentes sem descaracterizar a identidade da banda.
O que esperar do show no Rock in Rio
Quem já assistiu a um show do Bring Me The Horizon sabe que a apresentação vai muito além das músicas. A banda costuma apostar em telões gigantes, iluminação sincronizada, pirotecnia, cenários digitais e momentos de interação constante com o público.
O repertório deve passear por diferentes fases da carreira, equilibrando clássicos como Throne e Can You Feel My Heart com faixas mais recentes.

(Foto: Divulgação)
A apresentação acontece pouco antes do encerramento do Palco Mundo por Avenged Sevenfold, transformando o segundo dia do Rock in Rio em uma das noites mais intensas do festival.
Para muitos fãs, esta pode ser uma das últimas oportunidades de ver uma das bandas mais influentes do rock moderno em um palco brasileiro antes do próximo ciclo da carreira do grupo.


