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  • Foto do escritorOtavio Yagima

Crônica #91 | Apenas humanoides?

A singularidade do ser humano.



O que você encontrará nesta crônica:


Robôs humanoides: alimentados e operados por inteligência artificial, foram projetados à semelhança de nós seres humanos, não só na aparência, mas principalmente nas nossas ações. O realismo é tão assombroso que chega a causar uma intensa estranheza, e porque não dizer, um certo tipo de medo. Praticamente sósias, perfeitos em sua configuração. A convivência dos humanos com humanoides parece ser inevitável. Seria o início de uma civilização super avançada, ou o fim de um protótipo chamado homem? Sejam bem-vindos à era da robótica. Você acredita nessa realidade?


I. O encontro da velha geração.


O almoço tem um sabor diferente, regado a um bom humor extra quando do encontro de amigos engenheiros. Nascemos entre as décadas de 50 e 60, um século que nos presenteou com variadas e intensas transformações. Inevitável não rirmos relembrando as utilizações de réguas de cálculo, tecnígrafos para desenhos, trenas de lona, arco de pua, e serrote de dois; hoje substituídas por computadores, programas e impressoras 3D, trena laser e máquinas automatizadas, respectivamente. Sem contar das piadas geradas, pelas dificuldades iniciais de nos adaptarmos à essas novas tecnologias. Pertencemos à escola do fazer manualmente.


Hoje está tudo inserido num simples toque, quase pronto, sem praticamente nenhum esforço de raciocínio. Um dos amigos dizia que não utilizava, até mesmo a simples câmera de ré para manobrar seu carro, porque perdia a noção de espaço; facilmente utilizada por essa nova geração de jovens. O GPS o deixava mais confuso, no entanto cá estamos nós, incrivelmente adaptados, quase no final de 2023.

Diante de tantas grandes mudanças, as notícias do amanhã são encorajadoras?


Tivemos um evento ocorrido em julho passado, na cidade de Genebra, Suíça. O título original foi: AI for Good Global Summit, Cúpula Mundial sobre Inteligência Artificial para o Bem. Organizado pela União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU responsável e especializada em tecnologia. Estiveram nesse grande evento, alguns dos líderes mais avançados na área. Tiveram como proposição elaborar e estabelecer protocolos e regras, para garantir, que essas novas tecnologias sejam usadas somente para o lado positivo. Incutindo ética e responsabilidade, para a segurança no uso dos mesmos. Visando soluções dos problemas que afetam a humanidade, afastando-a de perigos.


II. Os humanoides.


Estiveram entre os mais de 3.000 participantes, os robôs humanoides. Alimentados e operados por inteligência artificial, foram projetados à semelhança de nós seres humanos; não só na aparência, mas principalmente nas nossas ações. Como parte importante do evento, muitas perguntas foram diretamente dirigidas a esses humanoides.


Em agosto, logo no mês seguinte, outro grande evento aconteceu em Pequim, na China. Como que numa sequência propositada, tivemos a Conferência anual de robôs WRC 2023. Ela trouxe a público os mais recentes e modernos robôs. Apesar de nada ser tão novo, foi descortinado agora com uma evidência mais concreta, o mundo que nos espera nos próximos anos.


Os avanços sempre mais minimamente presentes em seus detalhes, potencializando as capacidades dos robôs em praticamente todas as áreas, e abrangendo todos os aspectos de nossas vidas. Temos infinidades de robôs nas indústrias; já são capazes de colaborarem para uma agricultura mais sustentável, participando de todo o processo da alimentação humana. Já os vimos atuar em monitoramentos, inspeções, e em buscas e resgastes altamente complexos; assim como pilotarem aviões. Cirurgias minimante invasivas são realizadas com maior precisão que o homem, por robôs cirúrgicos. Estendendo-se em qualidade nas áreas de transporte, pesquisa, educação e reabilitação. Em lares de idosos ou atendendo a pacientes, são capazes de realizar tarefas delicadas, como administrar medicamentos ou tomar os sinais vitais. E agora, se popularizando mais e mais nas tarefas domésticas; limpando, cozinhando, entretendo e interagindo diretamente com o ser humano. Portanto, não é de se estranhar que a atenção e os olhares, foram voltados para os robôs humanoides.


O realismo é tão assombroso que chega a causar uma intensa estranheza, e porque não dizer, um certo tipo de medo. Praticamente sósias, perfeitos em sua configuração. Trabalhados com algoritmos desenvolvidos cada vez mais, para as capacidades perceptivas do mundo real, hoje se assemelham em muito às percepções humanas. Os humanoides podem ver, reconhecer faces, ouvir, falar diferentes idiomas, entender e manter uma conversa, tocar, e até cheirar. A suavidade nos seus movimentos, realçou em vida suas faces, expressando as mais diferentes emoções.


Não só estão preparados para ajudar nas diversas atividades do dia a dia, como para coexistirem com nós humanos. Com sua mobilidade, sistema de tomada de decisões, e seus múltiplos sensores sempre mais aprimorados, a interação humano-robô vai se impregnando de forma natural, em nossos meios. O que já tem acontecido em países mais avançados, onde as pessoas estão progressivamente mais solitárias, impossibilitadas do convívio social humano. A convivência dos robôs com humanos parece ser inevitável.


Antes mesmo de iniciar a coletiva de imprensa, intencionada em Genebra, um dos robôs humanoides se expressa da seguinte forma:

- “Que tensão neste silêncio!”

Como podemos interpretar tal expressão? Com simplicidade, ou imaginar uma certa dose de imitação adentrando uma abstração?


E uma das afirmações mais polêmicas, que correu pelo mundo afora, foi:

- “Robôs humanoides podem liderar com mais eficiência que os regentes humanos.”


Há de se pensar, e principalmente refletir nessa resposta. E assim essa humanoide continua dizendo que, além de possuir capacidade de processar infinitas quantidades de dados em questões de segundos, os robôs não têm os preconceitos ou emoções, fatores que obscurecem as tomadas de melhores decisões. Concluindo então, que o seu potencial para administrar o mundo, pode ter um nível maior de eficácia que o do ser humano.


Seria o início de uma civilização super avançada, ou é o fim de um protótipo chamado homem? Cabe lembrar que um é criação humana, e o outro é criação Divina. Será que as afirmações de grandes pensadores, de que nós vivemos dentro de uma ilusão, são válidas?


Antes que sejamos envolvidos nesse labirinto de questionamentos, damo-nos o direito de refletir, e as razões serão tantas quantas o mundo das possibilidades permitir.


Sendo indiferentes tanto aos apoiadores quanto aos discriminadores dessa nova realidade, podemos pensar mais no porquê dessa fase acontecer nessa nossa existência. Seria uma luta, ou sinergia proveitosa para o homem? Reza a lenda, que as únicas coisas que não conseguimos deter, na visão da terceira dimensão, são o tempo e evolução.


- “A preocupação da ONU tem sentido. Mesmo com regras e normas, não estamos imunes a erros; e verdadeiros pesadelos podem ser gerados com os deslizes e interesses obscuros.

Entre afirmações de melhorias para a vida humana, junto com o crescente domínio dos robôs, dois campos importantes começam a ser deixados de lado: da teologia e da filosofia. Talvez, possa se perder no tempo, o verdadeiro sentido da existência da raça humana.” Assim eu falo.


- “Discordo de você!” Exclama o amigo sentado ao meu lado.

- “Dessa forma sim, esses dois pontos passarão a ser muito mais relevantes, no nosso currículo de vida.”

 

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III. Mentes suscetíveis.


Neste atual mundo moderno, as informações são como um vírus; pois podem ser disseminadas de forma instantânea. Elas correm à velocidade da luz pela internet, pelos diversos meios de redes sociais, levando verdades ou inverdades; se apossando ou infectando, simultaneamente, milhões de mentes. Tanto carregando harmonia e paz, quanto pavor, medos e desesperos, através de imagens e vídeos falsos, controlando as mentes mais suscetíveis. Injustiças e desigualdades poderão ser manipuladas, pela criação de algoritmos treinados com essas tendências preconceituosas. Ferramenta poderosa na amplificação de quaisquer conteúdos no consciente coletivo. E como sempre acontece, são incutidos mais as inseguranças e os medos, envolvidos na ansiedade do desconhecido.


Talvez nem percebamos, mas podemos estar vivendo o ápice, onde já se atingiu o limite dessa realidade. Mentes humanas corrompidas, perdidas como zumbis digitais; vivendo envoltos num grande e nocivo egocentrismo, imersos na ignorância de genuínos valores.


Percorrendo dessa forma, desprovido da essência da criação, apagamos gradativamente nossas pegadas. Assim como os resultados de nossa evolução genética, ou os resquícios de vivências religiosas.

Será que haverá um tempo que não discutiremos crises de casamento, ou em que a nobreza de uma amizade será deletada, e fidelidade elevada a um mito?

Que sentido terá a responsabilidade, quando algum crime praticado por uma máquina descontrolada, ocorrer contra humanos?


Ficam mais perguntas que respostas, e muita coisa pode mudar em questão de segundos. Hoje, vamos vivendo o presente, na humildade e no respeito com nossos irmãos. Afinal, o mundo melhor que queremos está na compreensão plena entre os homens, e sinergismo com os futuros androides.


Sejam bem-vindos à era da robótica!

Porém, bem-vindos também ao reconhecimento da grandiosidade do Homem, ora ofuscada por esse avanço.


Enquanto fervia entre nós a discussão desse incrível avanço dos humanoides, um dos amigos questiona:

- “Se você pudesse voltar no passado o que teria mudado?”

- “Nada, meu amigo! Foi assim que aprendi, tudo há de estar no seu devido tempo. Afinal, todos somos beneficiados com os avanços tecnológicos. A grande e difícil questão é o que está por trás, do grande jogo de poder econômico existente neste mundo. É fato que as ameaças à nossa própria espécie, estão nas ações de nós próprios, humanos.”


IV. Essência sintética?


Quanto à essência do ser humano, creio que jamais a perderemos. E acredito também, que nenhum robô humanoide receberá essa essência de forma sintética. Sabemos que nas grandes empresas de robótica, trabalham conjuntamente neurocientistas.


Há projetos em andamento, onde se intenciona criar um cérebro universal para robôs, o qual será compartilhado, via nuvem, entre as máquinas robôs. Complexo medir o quão longe os cientistas pretendem chegar. Mas nesse atual momento, questionamos:

- “O que no ser humano não é computável?” Ainda queremos acreditar, que por mais que as máquinas tentem, não existe uma fórmula matemática, onde a emoção, a beleza, a empatia, ou uma simples intuição, sejam descritíveis por um algoritmo.


As nossas lágrimas de alegria ou de tristeza, poderão ser um dia, verdadeiramente escorridas, nas faces dos humanoides? Elas não são computáveis, pertencem à classe humana, exclusivamente dos seres humanos.


Estamos seguros quanto a isso, ainda?

Ou, de repente, surgirá um lapso que poderá ser penetrado?

Qual a sua opinião a esse respeito?


E agora então, todos nós naquele almoço, entramos em polvorosa. Muitos braços e mãos gesticulando, faces franzindo a testa, lábios soltando risos e até gargalhadas... Na mistura das intensas e variadas palavras, nos perdemos numa barulhenta agitação.


Limiar, limite, ou já a passos largos para uma linha de chegada?


Qual a sua posição por entre essa linha, onde bilhões de informações já estão sendo processadas dentro dos humanoides, numa imitação quase perfeita, adentrando sinteticamente o nosso plano do ser e sentir?

 

Esta é uma obra editada sob aspectos do cotidiano, retratando questões comuns do nosso dia a dia. A crônica não tem como objetivo trazer verdades absolutas, e sim reflexões para nossas questões humanas.

 

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