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Crônica #102 | Páscoa

Atualizado: 27 de mar.

Renascimento, libertação e esperança de vida.


capa da crônica 102 Páscoa

O que você encontrará nesta crônica:


Páscoa! Como é essa data para você? De interpretação própria e peculiar, celebrada ou não, mas culturalmente muito divulgada no nosso país. Não só pelo aspecto religioso, mas também pelo mercantilismo dos ovos de chocolate. Entre rituais e tradições, ainda sobrevivem os momentos de verdadeira reflexão? Todos sabemos que é um momento especial dedicado a ressuscitar as esperanças, renovando e refletindo sobre os propósitos essenciais da vida. Olhar para além do simbolismo dos ovos e coelhos, e abraçar o verdadeiro significado que ela representa. Quantos de nós estão dispostos a isso?



 


I. A terceira lei de Newton.


Uma reflexão mais complexa sobre um aspecto da vida levou-me a um evento onde residiu a capacidade de mergulhar nas entrelinhas e captar a essência escondida por trás de uma colocação. A habilidade e o dom de enxergar além das palavras e das máscaras verbais não se contentaram com o óbvio superficial; foram buscar na profundidade a verdade oculta, que por vezes se esconde sob discursos complicados.


Fui absorvido por um túnel de tempo, projetando-me em uma sala de aula durante uma interessante aula de física.


Surgiram diante de mim seres especiais, um deles em particular, cujo olhar perspicaz e coração aberto iluminaram o ambiente ao seu redor. Como um alquimista da linguagem, inspirou-nos com sua capacidade de discernimento, lembrando-nos da importância de escutar não apenas com os ouvidos, mas também com a alma.


O silêncio pairava como um manto denso sobre a atmosfera da sala de aula, cheia e agitada de alunos mergulhados em seus próprios pensamentos. A lousa estava repleta de fórmulas e conceitos, mas as vozes curiosas que desafiavam esses ensinamentos pareciam ter sido abafadas pelo medo de serem julgadas. Naquela época, os alunos tinham vergonha de fazer perguntas, achando-se perante os colegas, que tinham pouca capacidade de raciocínio.


Nesse contexto, um aluno ergueu a mão, desafiando o padrão do silêncio constrangedor. Seus olhos brilhavam com uma mistura de curiosidade e determinação, enquanto ele formulava sua pergunta de maneira muito clara, articulada e conclusiva, surpreendendo pela qualidade de sua comunicação verbal. Eis então a minha surpresa.


-"Professor", começou ele, desafiando a inércia do ambiente, "essa terceira lei de Newton que está escrita aí na lousa... ela diz que toda força de ação aplicada a um corpo gera uma força de reação em outro corpo, com mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário... isso significa que..."


A pergunta ecoou na sala, interrompendo o fluxo monótono do ensino tradicional. Eu, inicialmente surpreso com a quebra do silêncio, sorri interiormente, reconhecendo a coragem e a vontade de aprender que se manifestavam naquele gesto. Era como se uma faísca de curiosidade tivesse inflamado uma chama de questionamento, rompendo as barreiras da timidez e do conformismo.

Logo concordei, porém não esperava pelo desdobramento de seu questionamento.


- “Assim então, se eu bater no meu colega, vou sentir a mesma dor que ele?”

Muitos colegas riram, cochichando entre si diante de sua pergunta aparentemente sem sentido naquele momento. Naquele instante, pareceu que o ponteiro do relógio que marcava os minutos havia congelado.



 


II. Equação metafísica.


Uma pergunta de física transformou-se em uma situação humana.


Uma equação matemática que não se encaixava em nenhuma outra fórmula. Não havia como demonstrar, nem podia ser contraditada em sua suposição. Todo o esquema de vetores, números e demonstrações parecia desmoronar como um castelo sobre a areia.


Naquele dia, a terceira lei de Newton não foi apenas um conceito abstrato na lousa, mas sim uma lição viva sobre a importância de questionar, de desafiar e de buscar entender o mundo ao nosso redor. E assim, a sala de aula se transformou.


Perguntas foram encorajadas e respostas foram construídas coletivamente, criando um cenário de descobertas e diálogos. O aluno, que antes se encolhia em sua timidez, agora se destacava como um exemplo de coragem intelectual, inspirando outros a seguir seu exemplo. Foi o início de uma jornada de conhecimento impulsionada pela curiosidade e pela coragem daqueles que se atreviam a questionar.


Pedi silêncio à classe, solicitei que fechassem os livros e cadernos e então complementei com algumas reflexões.


- “As relações humanas são complexas, gerando tanto dores quanto prazeres. Tudo depende da perspectiva com que a pessoa enxerga as coisas. O colega de vocês fez uma observação interessante. Concordo com ele e vou adiante...”


E prossegui explicando que há dores que vão além do plano físico.


- “Como assim, professor, a dor não é a mesma dependendo da parte do corpo que recebe reação?”, perguntou Elisa.


- “Você está correta, Elisa. Mas não estou falando apenas da dor física. Há outras dores cuja reação é ainda mais intensa, como quando, por exemplo, usamos palavras inadequadas, especialmente em momentos inoportunos, concorda?”


- “Mas como lidar com toda essa ideia de criar um ambiente onde não haja agressões entre as pessoas?”, perguntou alguém.


Em situações e atitudes de discordância, muitas vezes cavamos um vale muito profundo entre nós e os outros. É um desafio conviver. Mesmo sabendo que todos somos diferentes, não conseguimos compreender e relevar as diferenças. Isso nos faz pensar melhor sobre os valores dos relacionamentos.

 


 



III. Harmonia cósmica.


A essência da vida humana reside em cumprir nosso papel no mundo real, contribuindo para estabelecer e refletir a ordem universal, assim disse Confúcio, um dos filósofos mais influentes da história chinesa. Ele enfatizou a importância de desempenhar nosso papel de maneira positiva, reproduzindo, dessa forma, a harmonia cósmica aqui na Terra. Para ele, a ordem e a harmonia cósmica são alcançadas através do nosso comportamento ético e da interação respeitosa com os outros e com o mundo ao nosso redor. A paz e a estabilidade resultam dessa nossa vivência harmônica com tudo e com todos.


As pessoas são como são; observá-las em suas ações para conhecê-las sem impor nossas expectativas.


Evoluir em busca de sabedoria exige conhecer a si mesmo e reconhecer nossas próprias limitações. Confúcio nos lembra que: “A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los.”, destacando a necessidade de compreensão e empatia em nossas interações, ressoando assim de forma profunda em nossas vidas. Não basta apenas possuir conhecimento teórico; necessário se faz aplicá-lo em nossas atitudes diárias. Ao praticarmos a gentileza e a bondade, irradiaremos luz para o bem, trilhando o caminho da sabedoria e da realização pessoal. A resultante se concretizará na contribuição para um mundo mais harmonioso e compassivo.


Embarcar em um relacionamento é como participar de um cerimonial. Cada palavra, cada gesto, cada ação requer uma postura interna diferente conforme o tempo e o espaço, em um constante processo de aprimoramento. Quando entendermos que a evolução é inevitável e a abraçarmos, nosso convívio social no dia a dia vai gradualmente melhorando. Cada momento é uma oportunidade de fazer a diferença.


Passamos por muitas fases na vida e, geralmente, no confronto da dualidade, vamos sempre aprendendo um pouco mais. Muitas vezes, conseguimos entender algo somente pelo seu oposto: alegria e tristeza, o quente e o frio, o bem e o mal, e assim por diante. Ao experimentar um, vamos compreender o seu oposto.


Quando refletimos sobre nossos próprios processos de renovação interior e renascimento, facilitamos a compreensão, tanto para conosco quanto para com os outros. Vamos reconhecendo nossas qualidades e defeitos e entendendo que estamos aqui para crescer. Assim como passamos de ano na escola, passaremos de ano também na vida, crescendo e melhorando, renascendo a cada fase vivida. Portanto, estamos em constante e incessante processo de nascer e renascer dentro de nossa própria vida.




 


IV. Renascer em vida.


Todos nós teremos pontos extremamente fundamentais, que serão como divisores de água em vários momentos de nossas vidas.


Renascer em vida, esse é o nosso processo.


Sempre teremos algo para recomeçar, nutrindo sempre uma nova esperança. O percurso da vida é marcado por contínuos processos de lições e aprendizados, de morte e renascimento. Morremos para o antigo e nascemos para o novo; este é o ciclo ininterrupto que molda as nossas existências.


A lição de física hoje se ampliou, proporcionando uma visão expandida e revelando um pouco mais de sua dinâmica, assim como sua aplicação em nossas vidas.


Um silêncio respeitoso tomou conta da sala até o toque do sinal de intervalo.


A partir da discussão sobre ação e reação e da reflexão sobre os relacionamentos, percebeu-se o quanto tudo se transforma para melhor quando nos transformamos como seres humanos. É o ser humano que deve assumir a liderança e a exploração de si mesmo, analisando seus valores ético-morais, suas paixões e suas tendências para transformar seus vícios em virtudes e encontrar o ponto que faz uma conexão com o que há de mais elevado e profundo; razão pela qual o Divino faz parte dentro de nós.


Estamos em tempos de Páscoa, uma época em que o espírito de renovação e esperança envolve nossos corações e nossos lares. Momento em que olhamos para trás e também olhamos para frente, vislumbrando o que está por vir. Refletindo principalmente sobre a nobreza da convivência. Sim, a convivência! Essa arte sutil de compartilhar o espaço e o tempo com outros seres humanos, cada um com sua bagagem de histórias, sonhos e desafios. Então nós nos questionamos: como podemos ser nobres em nossa convivência?

Compreensão! Aqui reside a resposta.


Seremos capazes de nos harmonizar com os demais quando compreendermos a vida e a natureza humana, respeitando os limites de cada um. Nossas experiências nos ensinam que cada pessoa é um universo em si mesma, carregando consigo a luz da esperança e a sombra da dor. Reconhecer e respeitar essa complexidade, é optar por construir pontes, em vez de muros, entre nós.


Na Páscoa, essa compreensão se torna ainda mais essencial. Embora seja um evento com diferentes significados e práticas dependendo da tradição religiosa, ela é, em sua essência, uma celebração da libertação, da renovação e da esperança de vida. Difícil é não nos sentirmos impactados por esses princípios tão profundos.


Seja ao procurar os ovos coloridos escondidos ou ao compartilhar refeições festivas, que possamos também encontrar espaço para trocar sorrisos, abraços e palavras de bondade. Abraçar a nobreza da convivência harmoniosa, no cultivo de laços mais profundos de respeito e empatia, pode descortinar a essência de uma vida.


Onde quer que cada um esteja, que seja envolvido pela Luz e pela Harmonia.


Que a Força Maior esteja entre todos, nos guiando através do Amor na busca da Paz.


Feliz Páscoa!

Feliz Renascimento!



 

Esta é uma obra editada sob aspectos do cotidiano, retratando questões comuns do nosso dia a dia. A crônica não tem como objetivo trazer verdades absolutas, e sim reflexões para nossas questões humanas.

 


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