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Crítica | Pearl

Atualizado: 1 de fev. de 2023

Um terror diferente sobre uma mente perturbada.

(Foto: Divulgação)


A prequela de “X: A Marca da Morte” chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de fevereiro e traz um terror diferente, mas extraordinário.


Trailer:


O filme "Pearl" do estúdio A24, escrito e dirigido por Ti West, com Mia Goth também assinando o roteiro, traz uma brincadeira com gêneros cinematográficos consagrados, como os filmes de mulheres dos anos 50 e o folk horror dos anos 70. O filme também traz semelhanças com a fotografia de “O Mágico de Oz”, com cores saturadas, milharais e até um espantalho.

 

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Mia Goth, que já havia interpretado Pearl mais velha no filme “X”, que se passa nos anos 70, volta para interpretar a mesma no ano de 1918. O que está ocorrendo nesse período é de extrema importância para o desenvolvimento da personagem. Era o final da Primeira Guerra Mundial e a população estava muito preocupada com a gripe espanhola. Howard, marido de Pearl, foi lutar na guerra, deixando a amada morando com seus pais. A mãe de Pearl, interpretada por Tandi Wright, é uma alemã rígida que virou quem manda na casa após o marido adoecer e entrar em estado vegetativo. Assim, Pearl é quem ajuda a mãe a cuidar da fazenda e do pai, apesar dela odiar isso, porque além de estar sem o marido, é maltratada e humilhada pela mãe e vê seu sonho de ser uma estrela cada vez mais longe.


Morando numa fazenda isolada, apenas com a companhia de animais e dos pais, acompanhamos o processo de enlouquecimento de Pearl, que odeia onde mora e se mostra capaz de tudo para se tornar uma estrela, até mesmo de matar.


“Pearl” traz a origem da velhinha que conhecemos em “X” que tem sede por sangue. É um filme com menos personagens, nos permitindo conhecer melhor cada um, além de um ritmo mais lento, que apresenta o suspense e a loucura da personagem principal. Conseguimos acompanhar a criação da mente perturbada, que está sempre fantasiando a vida de dançarina que Pearl sonha em ter, mas que é sempre esmagada pela realidade que ela se encontra. Apesar do sonho sucumbido pela realidade e pressão matriarcal, já sabemos que isso foi apenas a gota d’água para a vilania da personagem, pois desde sempre ela já se mostrava agressiva, sacrificando animais indefesos por mero prazer e para brincar com seu “pet” crocodilo.


Agora, quanto à atuação de Mia Goth, temos algo impactante, chocante e intrigante. A atriz é perfeita para o papel, suas expressões se encaixam perfeitamente com a loucura da personagem, além de conseguir passar, com extrema cautela, sensações de desconforto para quem está assistindo. Mia Goth consegue sustentar um monólogo de minutos com perfeição, além da famosa cena final, que quem ainda não viu, com certeza ficará chocado e desconfortável quando assistir pela primeira vez.



 

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Temos um filme extremamente violento, com o humor ácido e mente perturbada da personagem, mas não temos exatamente um filme de terror. Apesar de não acrescentar nada para “X: A Marca da Morte”, além da origem da idosa Pearl, é um filme que com certeza merece ser assistido pelo seu horror conceitual e meticulosamente bem feito, podendo ser até assistido como uma obra individual.


Agora nos resta esperar pelo terceiro filme da trilogia, “MaXXXine”, para ver se vamos fechar com chave de ouro.



 

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