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A Colônia Perdida de Roanoke | O desaparecimento que atravessou séculos

  • Foto do escritor: Redação neonews
    Redação neonews
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Entre pistas entalhadas em árvores, teorias arqueológicas e silêncio histórico, o mistério da Colônia Perdida de Roanoke  que ainda intriga o mundo


Representação da Colônia Perdida de Roanoke
Representação da Colônia Perdida de Roanoke

(Foto: Divulgação)


Em 1587, uma pequena colônia foi fundada em uma ilha na costa leste da América do Norte. O que deveria ser o início de uma presença inglesa duradoura no Novo Mundo acabou se transformando em um dos maiores enigmas da história. O assentamento teria sido a primeira colônia inglesa permanente no continente, se seus moradores não tivessem desaparecido em circunstâncias completamente desconhecidas.


Conhecida até hoje como a colônia perdida de Roanoke, essa história continua despertando curiosidade, estudos e teorias. O motivo é simples: as pistas deixadas para trás são tão enigmáticas quanto o próprio desaparecimento. Não havia sinais claros de conflito, destruição ou fuga apressada — apenas um vazio inquietante que parece ter congelado o tempo naquele lugar.


No difícil ano de fundação do assentamento, seu prefeito, John White, precisou retornar à Inglaterra para buscar suprimentos e apoio. A viagem, que deveria ser breve, acabou se prolongando por três anos devido a conflitos e dificuldades da época. Quando finalmente voltou, encontrou um cenário desolador: a colônia estava completamente vazia. Sua esposa, seu filho e seu neto — que havia se tornado a primeira criança inglesa nascida nas Américas — simplesmente haviam desaparecido, sem qualquer rastro concreto.


O que restava eram apenas sinais silenciosos, mas intrigantes. A palavra "CROATOAN" e as letras "CRO", entalhadas em árvores dentro dos limites da colônia, eram os únicos indícios visíveis de que algo havia acontecido. Em termos históricos e investigativos, esse tipo de marcação poderia indicar deslocamento voluntário, um código de sobrevivência ou até uma tentativa de comunicação deixada pelos colonos.


Mesmo diante dessas pistas, a equipe que retornou com White não conseguiu iniciar buscas aprofundadas. Uma tempestade se aproximou justamente quando chegaram ao assentamento abandonado, obrigando-os a deixar o local às pressas e retornar para a Inglaterra. Esse detalhe logístico, muitas vezes esquecido, é crucial para entender por que o caso nunca teve uma investigação imediata mais completa.


Representação da Colônia Perdida de Roanoke
Representação da Colônia Perdida de Roanoke

(Foto: Divulgação)


Com base na misteriosa inscrição em árvore, muitos historiadores passaram a considerar a possibilidade de que os colonizadores tenham se mudado para a ilha vizinha de Croatoan, hoje conhecida como Ilha de Hatteras. Na época, o território era habitado pelo povo Hatteras, o que levanta uma hipótese antropológica plausível: a integração cultural como estratégia de sobrevivência, diante da escassez de recursos e do desconhecimento do ambiente.


Uma das evidências mais debatidas ao longo dos anos envolve as chamadas Pedras de Dare, supostamente escritas por Eleanor Dare, filha de John White. Esses artefatos conteriam relatos sobre o destino dos colonos e mensagens pessoais direcionadas ao pai. No entanto, sob análise acadêmica e técnica, grande parte dessas pedras é considerada uma falsificação histórica, embora ainda exista debate sobre a possível autenticidade de ao menos uma delas.


A partir de 1998, o Projeto Arqueológico Croatoan passou a investigar de forma mais científica essa teoria de migração e convivência entre colonos ingleses e os Hatteras. Escavações e análises arqueológicas identificaram artefatos encontrados em aldeias Croatoan que eram tipicamente ingleses ou fabricados com técnicas europeias da época. Esses achados reforçam, do ponto de vista técnico, a hipótese de interação cultural entre os dois grupos.


Ainda assim, mesmo com evidências arqueológicas, estudos históricos e inúmeras teorias, o desaparecimento dos colonos de Roanoke permanece sem uma resposta definitiva. Talvez essa seja justamente a razão de sua força na memória coletiva: um mistério que resiste ao tempo, à ciência e às tentativas de explicação.


No fim das contas, a colônia perdida de Roanoke não é apenas um episódio histórico — é também um lembrete de como o passado pode guardar silêncios que jamais serão totalmente decifrados, deixando perguntas abertas que continuam ecoando através dos séculos.




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