O dia em que 37 crianças viram a mesma coisa e ninguém conseguiu explicar
- Redação neonews

- há 10 horas
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Um misterioso relato de 1962 mistura crianças, psicologia, imaginação e o fascínio humano pelo inexplicável

(Foto: Divulgação)
Em 1962, um episódio curioso e inquietante teria transformado a rotina de uma escola em algo digno de um suspense psicológico. Segundo relatos que atravessaram décadas e continuam circulando na cultura popular, um grupo de crianças, que não mantinham amizade nem convivência próxima, começou a falar sobre a presença de um mesmo amigo imaginário. O que parecia, à primeira vista, apenas fruto da criatividade infantil, rapidamente ganhou contornos mais perturbadores.
As crianças descreviam a figura com impressionante semelhança. Não era apenas uma vaga ideia compartilhada — elas falavam da mesma aparência, do mesmo comportamento e até do mesmo “jeito” de observar. Esse nível de coincidência chamou a atenção de professores e adultos, que passaram a acompanhar a situação com mais cuidado. O fenômeno parecia ultrapassar a imaginação individual e tocar em algo coletivo.
A situação se intensificou quando os educadores pediram que os alunos desenhassem essa presença. Os resultados teriam apresentado semelhanças inquietantes, como se todos tivessem testemunhado a mesma imagem. Para os adultos envolvidos, esse foi o ponto em que o caso deixou de ser apenas curioso e passou a ser genuinamente desconcertante. A convergência visual levantou questionamentos sobre como crianças sem ligação entre si poderiam produzir representações tão parecidas.
Outro detalhe que aumentou o mistério foi a forma como os relatos descreviam a experiência. As crianças afirmavam que o “amigo” não aparecia em sonhos, mas durante o dia, especialmente em momentos de silêncio, sempre observando à distância. Algumas diziam sentir frio na presença dele; outras relatavam que a figura surgia quando estavam sozinhas. Esses elementos adicionaram uma camada emocional ao caso, aproximando-o de estudos sobre percepção, medo e construção simbólica na infância.
Do ponto de vista técnico, especialistas costumam associar histórias como essa a fenômenos de histeria coletiva, sugestão psicológica e dinâmica social em grupo. Em ambientes fechados, especialmente entre crianças, a troca de narrativas pode reforçar crenças compartilhadas e moldar memórias. Ainda assim, como o próprio relato sugere, nunca houve uma explicação definitiva que encerrasse o debate de forma totalmente convincente.

(Foto: Divulgação)
Com o passar dos anos, o episódio ganhou status quase folclórico. Muitos fãs de cultura pop acreditam que Stranger Things se inspirou em relatos desse tipo para criar a ideia de crianças conectadas a uma mesma entidade invisível, algo que escapa ao entendimento dos adultos. Embora isso nunca tenha sido confirmado oficialmente, a comparação mostra como histórias assim continuam alimentando o imaginário coletivo.
No fim das contas, o fascínio por esse caso não está apenas na possibilidade de algo sobrenatural, mas no que ele revela sobre a mente humana. A infância é um território fértil para a imaginação, e a linha entre percepção, emoção e narrativa pode ser surpreendentemente tênue. Talvez seja justamente essa ambiguidade que mantém viva a pergunta que ecoa desde então: e se não fosse apenas imaginação?


