Zelda: Ocarina of Time impressiona em primeiras horas e promete remake à altura do clássico

Remake de Zelda: Ocarina of Time chega em novembro para Nintendo Switch 2 com gráficos aprimorados, mudanças nos controles e a primeira dublagem em português brasileiro da franquia

(Foto: Divulgação)
Quase três décadas depois de sua estreia, The Legend of Zelda: Ocarina of Time está prestes a conquistar uma nova geração de jogadores. Lançado originalmente em 1998 para o Nintendo 64, o título considerado um dos mais influentes da história dos videogames ganhará um remake com visual atualizado e novidades na jogabilidade, preservando os elementos que fizeram da aventura um clássico.
Durante um evento especial na Cidade do México, o Omelete teve a oportunidade de experimentar o jogo por cerca de 90 minutos, divididos em três trechos diferentes. A experiência foi suficiente para mostrar o cuidado da Nintendo em modernizar a obra sem perder sua identidade.
Um clássico que mudou a história dos videogames
Quando chegou ao Nintendo 64, Ocarina of Time levou a franquia The Legend of Zelda para o universo tridimensional. A mudança não representou apenas uma evolução visual: o jogo também apresentou soluções que influenciaram o desenvolvimento de inúmeros títulos nas décadas seguintes.
Um dos exemplos mais conhecidos é o sistema de travamento de alvos, chamado de Z-Targeting, que permite direcionar os ataques a um inimigo ou personagem específico. A utilização da música como parte da jogabilidade e os quebra-cabeças construídos em ambientes tridimensionais também ajudaram a estabelecer novos padrões para os jogos de aventura.

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O desafio do remake, portanto, é atualizar uma experiência tão importante sem comprometer as mecânicas que a tornaram memorável. Pelas primeiras impressões, a Nintendo parece ter encontrado um caminho promissor.
Novos controles e cenários mais detalhados
Durante a demonstração, foi possível explorar três momentos da aventura: o início da jornada de Link na floresta, os Campos de Hyrule e os enigmas do Templo da Floresta.
As primeiras mudanças aparecem nos controles. A movimentação do protagonista, os combates e a possibilidade de realizar saltos manualmente estão entre as diferenças percebidas em relação ao jogo original, no qual os pulos aconteciam de forma automática em determinadas situações.

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Ao mesmo tempo, elementos fundamentais continuam presentes. Link ainda precisa conseguir uma espada e um escudo antes de avançar em sua missão, enquanto Navi permanece como sua companheira e fonte de orientações durante a jornada.
Os ambientes também receberam uma reformulação visual significativa. Texturas mais elaboradas e novos efeitos de iluminação tornam os cenários mais ricos e contribuem para a imersão. Embora o estilo artístico possa causar estranhamento nos primeiros minutos, a direção de arte apresenta uma identidade própria, com aparência caricata e inspiração no teatro de marionetes japonês.
Da Árvore Deko aos enigmas do Templo da Floresta
A primeira parte da demonstração acompanha Link desde o momento em que desperta e recebe o chamado da Grande Árvore Deko. Ao explorar o local, o jogador enfrenta os primeiros inimigos, encontra o estilingue e precisa superar obstáculos para avançar.
O trecho também recupera um dos momentos emocionantes da história: a despedida de Link e Saria, que mantém sua força mesmo com a atualização visual.
Na sequência, os Campos de Hyrule e os arredores do mercado oferecem mais espaço para exploração. A riqueza dos cenários convida o jogador a observar os detalhes e descobrir os limites do mundo disponível naquele momento, incluindo áreas que ainda não podem ser acessadas, como o Castelo de Hyrule.

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A sessão termina no Templo da Floresta, com quebra-cabeças que exigem atenção e raciocínio. Mesmo quem já conhece o jogo original pode encontrar desafios capazes de provocar alguma confusão, reforçando a importância dos enigmas para a experiência.
Dublagem em português é um dos grandes destaques
Uma das novidades mais importantes do remake é a dublagem em português brasileiro, inédita na franquia The Legend of Zelda. A localização aproxima os jogadores do universo da série e oferece uma nova maneira de acompanhar a aventura e ouvir nomes conhecidos da comunidade.
A mudança também pode tornar a experiência mais acessível para quem está entrando em contato com a franquia pela primeira vez, sem afastar os fãs que acompanham a trajetória de Link há anos.
Remake preserva a essência da aventura
Pelo conteúdo apresentado, não foram identificadas mudanças substanciais na história ou na resolução dos quebra-cabeças em comparação com a versão de 1998. A principal transformação está na apresentação visual e nos ajustes de jogabilidade, que procuram adaptar a aventura às expectativas atuais.

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O resultado inicial indica uma atualização cuidadosa de um dos títulos mais importantes da Nintendo. Com cenários mais detalhados, controles renovados e dublagem em português brasileiro, The Legend of Zelda: Ocarina of Time tem potencial para aproximar antigos fãs e novos jogadores de uma história que atravessou gerações.
O remake será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para o Nintendo Switch 2.


