Laufey mistura jazz, bossa nova e pop em um dos shows mais curiosos do Rock in Rio 2026
- Redação neonews

- há 12 minutos
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Aos 26 anos, Laufey transformou jazz e música clássica em fenômeno das redes sociais e chega ao festival carregando um Grammy, milhões de ouvintes e uma conexão especial com o Brasil

(Foto: Divulgação)
Quem olhar para a programação do Rock in Rio 2026 pode estranhar encontrar Laufey entre tantos nomes do pop, do rock e da música eletrônica. Mas basta ouvir alguns minutos de suas músicas para entender por que a cantora islandesa se tornou um dos fenômenos mais improváveis da nova geração.
Aos 26 anos, ela conseguiu algo raro: fazer jazz, música clássica e bossa nova viralizarem no TikTok e no Instagram, conquistando milhões de ouvintes sem abandonar a elegância que marca sua sonoridade. Neste domingo, ela sobe ao Palco Sunset, às 22h45, para uma das apresentações mais aguardadas do dia.

(Foto: Divulgação)
Uma artista criada entre dois mundos
Nascida em Reykjavík, na Islândia, e com ascendência chinesa, Laufey cresceu cercada pela música. Ainda criança começou a tocar violoncelo e piano, mergulhando no universo da música clássica antes de descobrir outro gênero que mudaria sua forma de compor: a bossa nova.
Segundo a cantora, essa influência veio de casa. Seu pai costumava ouvir artistas brasileiros, e foi assim que ela conheceu nomes como Astrud Gilberto, uma das vozes que mais influenciaram sua maneira de cantar.
A paixão pela bossa nova
A ligação de Laufey com o Brasil vai muito além de uma referência musical.
Durante sua passagem pelo país para o Popload Festival, a cantora contou que a bossa nova mudou completamente sua forma de enxergar a música. Acostumada ao caráter dramático do violoncelo, ela encontrou no gênero brasileiro uma beleza construída a partir da simplicidade.

(Foto: Divulgação)
Essa influência aparece em diversas faixas de sua discografia, que misturam acordes suaves, harmonias sofisticadas e uma interpretação intimista.
A música que mudou tudo
Embora já construísse uma carreira sólida, foi From the Start que levou Laufey para outro patamar.
Lançada em 2023, a música explodiu nas redes sociais e apresentou seu trabalho para milhões de pessoas que talvez nunca tivessem ouvido jazz antes. O refrão leve e a pegada inspirada na bossa nova transformaram a faixa em uma das mais usadas no TikTok e no Instagram.
A partir dali, a cantora deixou de ser um nome de nicho para se tornar uma das artistas favoritas da Geração Z.
O Grammy que confirmou o fenômeno
O reconhecimento veio rapidamente.
Em 2024, Laufey venceu seu primeiro Grammy, levando o prêmio de Melhor Álbum Pop Tradicional com Bewitched. O disco consolidou sua proposta de unir jazz, música clássica e pop contemporâneo, mostrando que ainda existe espaço para uma sonoridade mais delicada em uma indústria dominada por músicas pensadas para viralizar.
O novo capítulo da carreira
Agora, a cantora vive uma nova fase com A Matter of Time, álbum que aprofunda ainda mais suas letras sobre amor, vulnerabilidade e amadurecimento.
Em entrevistas, Laufey costuma dizer que acredita que a honestidade é o principal motivo pelo qual tantos jovens se identificam com suas músicas. Para ela, o público da Geração Z busca artistas que contem histórias reais, independentemente do gênero musical.
O que esperar do show
A apresentação no Rock in Rio deve seguir a atmosfera que tornou Laufey conhecida: uma banda completa, arranjos elegantes, momentos intimistas e um repertório que passeia entre From the Start, Valentine, Bewitched e músicas da nova fase.
Depois de conquistar as redes sociais e o Grammy, a cantora chega ao festival com a missão de provar que jazz e bossa nova também têm espaço diante de milhares de pessoas na Cidade do Rock.


