Disney+ pode ganhar plano gratuito | Plataforma estuda mudança para competir com o YouTube
- Redação neonews

- há 2 horas
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Serviço de streaming Disney+ avalia oferecer uma modalidade sem custo para ampliar sua base de usuários e fortalecer a disputa pelo tempo de tela dos espectadores.

(Foto: Divulgação)
O mercado de streaming está mudando rapidamente. Com o aumento dos preços das assinaturas e a concorrência cada vez maior, conquistar e manter assinantes deixou de ser uma tarefa simples. Agora, uma das maiores plataformas do mundo pode apostar em uma estratégia que parecia improvável até pouco tempo: oferecer um plano totalmente gratuito.
Segundo informações divulgadas pelo Business Insider, a Disney está estudando a criação de uma modalidade gratuita para o Disney+, buscando atrair novos usuários e competir diretamente com plataformas como o YouTube.
Um Disney+ gratuito pode estar a caminho
De acordo com a publicação, a proposta ainda está em fase de discussão e não possui previsão oficial de lançamento. Também não foram revelados quais filmes, séries ou produções fariam parte dessa versão gratuita.
A ideia, no entanto, é bastante clara: permitir que mais pessoas conheçam o catálogo da plataforma sem a necessidade de uma assinatura paga, utilizando a publicidade como principal fonte de receita. Caso o projeto avance, será uma das maiores mudanças estratégicas da história do Disney+ desde seu lançamento.
Nos últimos anos, o streaming deixou de ser uma alternativa barata à TV por assinatura para se tornar um serviço cada vez mais caro. Hoje, no Brasil, o Disney+ oferece planos que variam entre R$ 29,90 por mês, na modalidade com anúncios, e R$ 69,90 mensais no plano mais completo, que inclui os canais esportivos da ESPN.
Enquanto isso, plataformas gratuitas como YouTube, Pluto TV, Tubi e Roku Channel continuam conquistando espaço entre os consumidores, principalmente aqueles que desejam economizar sem abrir mão do entretenimento. Esse movimento tem obrigado gigantes do setor a repensarem seus modelos de negócio.

(Foto: Divulgação)
A publicidade pode ser a chave
Embora um plano gratuito pareça significar menos receita com assinaturas, a realidade é diferente. A estratégia aposta na venda de espaços publicitários. Quanto maior o público utilizando a plataforma, maior também o interesse de anunciantes.
Segundo dados da Nielsen citados pelo Business Insider, conteúdos financiados por anúncios já representam 18,7% do tempo de consumo de mídia nos Estados Unidos, mostrando que esse modelo vem ganhando força. O desafio será encontrar um equilíbrio entre monetização e experiência do usuário. Atualmente, o Disney+ já recebe críticas pelo volume de anúncios exibidos em seus planos mais baratos.
Muito além de filmes e séries
As mudanças não devem parar apenas em um possível plano gratuito. Segundo o relatório, a Disney também avalia investir em formatos que hoje dominam as redes sociais, como:
vídeos verticais;
microdramas;
podcasts;
conteúdos curtos voltados para dispositivos móveis.
O objetivo é ampliar o tempo de permanência dos usuários dentro da plataforma e competir por atenção não apenas com outros streamings, mas também com aplicativos como YouTube, TikTok e Instagram.

(Foto: Divulgação)
Um catálogo poderoso continua sendo o grande diferencial
Mesmo diante da concorrência, o Disney+ segue reunindo algumas das franquias mais populares do entretenimento mundial. O catálogo inclui produções da Marvel, Star Wars, Pixar, National Geographic e Disney Animation, além de séries e filmes exclusivos que continuam atraindo milhões de espectadores ao redor do mundo. Caso um plano gratuito realmente seja lançado, essas franquias podem se tornar uma poderosa porta de entrada para novos usuários.
Durante muitos anos, o mercado acreditou que o crescimento dos streamings dependeria apenas do aumento no número de assinantes pagos. Hoje, o cenário parece diferente.
Com consumidores cada vez mais seletivos e uma concorrência intensa pelo tempo de atenção do público, oferecer acesso gratuito pode deixar de ser uma exceção para se tornar uma tendência.
A grande pergunta é: será que estamos caminhando para um futuro em que os streamings voltarão a ser gratuitos, sustentados principalmente por publicidade? Ou o modelo de assinatura continuará sendo o principal caminho para essas plataformas?


