Crítica | Super Mario Galaxy: O Filme
- Redação neonews

- há 16 horas
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Entre estrelas, saudade e coragem: quando Mario aprende que salvar alguém também é sobre crescer. Uma aventura cósmica que aposta no espetáculo visual e encontra emoção onde menos se esperava

(Foto: Divulgação)
Celebrando décadas como o personagem mais reconhecível dos games, Mario já não precisa provar mais nada dentro do seu universo original. No cinema, porém, a história sempre foi mais instável. Felizmente, adaptações recentes conseguiram finalmente entender o que os fãs esperam, e Super Mario Galaxy: O Filme nasce desse novo momento, mais confiante e confortável. Sem a necessidade de reintroduzir tudo do zero, o longa mergulha direto na ação e mostra, logo de início, que quer encantar pelo ritmo e pela grandiosidade.
Os primeiros minutos já entregam uma sequência eletrizante que funciona tanto como abertura quanto como convite. É nesse momento que conhecemos Rosalina, uma figura poderosa e misteriosa que rapidamente se torna o coração emocional da história. Seu sequestro por Bowser Jr. dá o pontapé inicial para a jornada, estabelecendo o conflito de forma direta e eficiente. Aqui seria o ponto ideal para inserir um vídeo curto com essa cena inicial, já que ela resume perfeitamente o tom e a escala da aventura.

(Foto: Divulgação)
A Illumination aproveita com coragem o conceito de “Galaxy”, explorando planetas, gravidade e cenários que parecem brincar com as leis da física. Cada mundo visitado é uma explosão de criatividade visual, com cores vibrantes, movimentos dinâmicos e transições que mantêm o espectador sempre em movimento. Mesmo sem adaptar diretamente o enredo dos jogos, o filme entende a essência da franquia e transforma isso em espetáculo cinematográfico.
Tecnicamente, a animação impressiona pelo uso de profundidade, pela fluidez das sequências de ação e pelo cuidado nos detalhes dos ambientes. A câmera acompanha os personagens em movimentos circulares e verticais, reforçando a sensação de estar realmente flutuando pelo espaço. Inserir uma imagem de um dos planetas mais criativos nesse trecho do texto ajudaria a destacar o nível artístico e a ambição visual do filme.
Ainda assim, o roteiro não mantém o mesmo nível de consistência. A motivação da jornada, embora funcional, se perde em um ritmo irregular, com pausas que parecem existir apenas para prolongar a narrativa. Mesmo com tentativas de aprofundar relações familiares e trazer um peso emocional maior, o desenvolvimento acaba sendo superficial em alguns momentos. Ainda assim, quando o filme acerta, ele acerta com força, principalmente em cenas que equilibram ação e emoção.

(Foto: Divulgação)
Um dos grandes destaques é a trilha sonora, que abandona o excesso de músicas licenciadas e aposta em composições originais e releituras dos temas clássicos da franquia. Esse cuidado reforça a identidade do filme e cria uma conexão imediata com os fãs. Outro acerto importante está na dublagem brasileira, que evita exageros e mantém o tom fiel aos personagens, contribuindo para uma experiência mais imersiva e respeitosa com o universo de Mario.
No fim, Super Mario Galaxy: O Filme é uma evolução clara dentro das adaptações da franquia. Ele pode não explorar todo o potencial emocional e narrativo de personagens como Rosalina, mas dá passos importantes ao assumir riscos, mesmo que controlados. É um filme que entende seu público, abraça sua identidade e prepara o terreno para algo ainda maior no futuro.
Opinião pessoal: "Esse foi o tipo de filme que me fez sorrir assistindo. Talvez não seja perfeito na história, mas a sensação de aventura, a beleza visual e o carinho com o universo de Mario fazem tudo valer muito a pena. Dá aquela sensação boa de querer mais, sabe?"
Você acha que adaptações de games devem ser mais fiéis à história original ou têm que se reinventar para funcionar melhor no cinema?
Ficha Técnica
Nome: Super Mario Galaxy: O Filme
Tipo: Filme
Onde assistir: Cinemas
Categoria: Animação / Aventura
Duração: 1hr 39 min
Nota 4/5


