Crítica | Enola Holmes 3
- Redação neonews

- há 50 minutos
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Enola Holmes 3 aposta na fórmula que conquistou o público, reforça a personalidade da protagonista e entrega uma aventura divertida, mesmo sem reinventar a série de filmes

(Foto: Divulgação)
Depois de dois filmes que conquistaram espaço entre as produções mais populares da Netflix, Enola Holmes 3 chega sem a pretensão de revolucionar a franquia. Em vez disso, aposta justamente naquilo que sempre funcionou: uma protagonista carismática, investigações leves e um equilíbrio entre humor, aventura e emoção. Pode não surpreender tanto quanto os anteriores, mas ainda encontra motivos suficientes para prender a atenção do início ao fim.
A história acompanha Enola pouco depois de receber um pedido de casamento de Tewkesbury. Enquanto tenta entender qual caminho deseja seguir para sua própria vida, um novo mistério surge envolvendo o desaparecimento de Sherlock Holmes. O roteiro consegue unir bem as duas narrativas, transformando o conflito pessoal da protagonista em parte importante de sua evolução sem deixar que o suspense fique em segundo plano.

(Foto: Divulgação)
Millie Bobby Brown continua sendo o coração da franquia. A atriz demonstra uma naturalidade impressionante ao interpretar Enola, principalmente nas quebras da quarta parede e nos momentos em que conversa diretamente com o público. Henry Cavill também volta a entregar um Sherlock mais humano e acessível, funcionando como um contraponto interessante à personalidade impulsiva da irmã. Louis Partridge e Helena Bonham Carter completam um elenco que mantém a química já construída nos filmes anteriores.
A direção de Philip Barantini traz um olhar diferente para a franquia sem abandonar sua identidade. O ritmo é ágil, alternando cenas de investigação, perseguições e momentos mais intimistas de maneira bastante equilibrada. A fotografia preserva o visual elegante da Londres vitoriana, enquanto a trilha sonora acompanha bem a leveza da narrativa e ajuda a manter o clima de aventura durante toda a experiência.
Mesmo repetindo parte da estrutura dos capítulos anteriores, o filme encontra espaço para discutir temas como independência, identidade e liberdade de escolha de forma acessível. Essas reflexões nunca parecem forçadas e dialogam naturalmente com o crescimento da protagonista, tornando a jornada mais significativa do que apenas resolver mais um caso.

(Foto: Divulgação)
O maior obstáculo do longa é justamente sua familiaridade. Poucas decisões realmente surpreendem e algumas conveniências de roteiro facilitam demais o andamento da investigação. Além disso, algumas escolhas visuais, especialmente envolvendo o figurino e a caracterização de Enola, acabam chamando mais atenção do que deveriam e quebram um pouco da imersão em determinados momentos.
Ainda assim, Enola Holmes 3 entende exatamente o tipo de história que deseja contar. É uma aventura leve, divertida e confortável, que valoriza seus personagens e entrega um mistério satisfatório sem perder o espírito que transformou a franquia em um sucesso. Talvez não seja o capítulo mais marcante da série, mas reforça por que acompanhar Enola continua sendo tão prazeroso.
Opinião da Redação: "Enola Holmes continua sendo uma daquelas personagens que é impossível não acompanhar com um sorriso no rosto. Gostei de ver como o filme dá espaço para seu amadurecimento sem deixar de lado o humor e o espírito aventureiro que definem a franquia. Mesmo seguindo uma fórmula conhecida, a história mantém seu charme e faz com que seja muito fácil embarcar em mais um caso ao lado dela."
E você, acha que a franquia Enola Holmes ainda tem fôlego para novas investigações ou este já é o momento ideal para encerrar a história?
Ficha Técnica
Nome: Enola Holmes 3
Tipo: Filme
Categoria: Mistério, aventura e comédia
Duração: 1h e 45 min
Nota: 4/5


