Crítica | Camp Rock 3
- Redação neonews

- há 9 horas
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Com uma história repetitiva, músicas pouco marcantes e novos protagonistas sem força, Camp Rock 3 depende demais das lembranças dos filmes anteriores

(Foto: Divulgação)
Revisitar uma franquia tão ligada à infância de uma geração sempre envolve um risco: a nostalgia pode despertar carinho, mas não necessariamente sustenta uma nova história. Camp Rock 3 tenta recuperar a magia dos filmes anteriores, mas acaba mostrando justamente o quanto aquela fórmula já foi explorada.
A história repete praticamente o mesmo caminho dos filmes anteriores. Novos jovens chegam ao acampamento, descobrem seus talentos, enfrentam conflitos e precisam provar seu valor através da música. Em vez de atualizar a fórmula, o roteiro parece determinado a recriá-la, fazendo com que muitos acontecimentos tenham uma sensação constante de déjà vu.

(Foto: Divulgação)
O problema fica ainda mais evidente na tentativa de apresentar uma nova geração. Os protagonistas não possuem o mesmo carisma que tornava Mitchie, Shane e os demais personagens tão fáceis de acompanhar. A história até tenta desenvolver cada um deles, mas tudo acontece rápido demais. Em apenas 1h30, o filme apresenta conflitos, relações e sonhos que precisariam de mais tempo para realmente funcionar.
E, curiosamente, quem mais chama atenção são justamente os personagens secundários. Rosie e Desi, por exemplo, conseguem despertar muito mais interesse do que os próprios protagonistas, seja pelo carisma ou pelos momentos que recebem ao longo da história. Isso acaba evidenciando ainda mais a dificuldade do filme em fazer sua nova geração principal funcionar.
As músicas, que deveriam ser um dos grandes atrativos, também decepcionam. Faltam canções realmente marcantes e refrões capazes de permanecer na cabeça depois do filme. Até as novas versões de músicas antigas deixam a desejar, com arranjos que não conseguem recuperar a energia e o impacto das originais. Para uma franquia construída justamente em torno da música, é estranho terminar a sessão sem sentir vontade de ouvir novamente nenhuma das novas faixas.

(Foto: Divulgação)
A participação de Demi Lovato é outro ponto que evidencia o excesso de nostalgia. Mitchie retorna, mas sua presença parece muito mais uma tentativa de conectar o novo filme ao passado do que uma participação realmente importante para a história. É bom vê-la novamente, mas fica a sensação de que sua aparição foi usada principalmente para despertar a memória afetiva dos fãs.
No fim, Camp Rock 3 parece mais preocupado em lembrar ao público o quanto os filmes antigos foram importantes do que em construir algo que mereça ocupar um novo espaço na franquia. As referências e participações podem provocar um sorriso aqui e ali, mas não escondem uma história corrida, personagens pouco interessantes e uma trilha sonora que não chega perto do impacto esperado.
Opinião da Redação: "Camp Rock 3 é uma continuação que tinha tudo para funcionar como uma celebração da franquia, mas acaba presa demais ao passado. A tentativa de reproduzir a fórmula antiga, somada às inspirações pouco disfarçadas em outras produções e ao excesso de nostalgia, faz o filme parecer mais uma cópia do que uma nova aventura. Para quem cresceu com Camp Rock, pode existir um carinho inevitável ao rever esses personagens, mas, como filme, é uma experiência bastante fraca."
Será que a nostalgia é suficiente para fazer Camp Rock 3 funcionar, ou a franquia deveria ter ficado no passado?
Ficha Técnica
Nome: Camp Rock 3
Tipo: Filme
Onde assistir: Disney+
Categoria: Musical / Comédia / Família
Duração:1h e 30min
Nota: 2,5/5


