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Crônica | Perdão, gratidão e amor



Vim de um planeta anos luz distante da Terra e temos como hábito elaborar um diário de bordo.

E assim anoto no meu livro:


Aos meus queridos mestres que me incumbiram de observar o ciclo do avanço do humano.





Aqui no planeta Terra inventaram o tal do “tempo” e estão em 2021 depois de Cristo. Estranho isso porque o passado que foi já não existe, o futuro que não é certeza é apenas imaginação e o presente que parece ser o agora já não é mais. Só não entendo porque o humano não compreende que o passado existe somente quando lembrado no presente e o futuro que também não tem forma só existirá quando pensado neste instante.


Dentre vários seres vivos, encontro algo que chamam de humano. São seres estranhos que não consegui descobrir suas origens e nem identificar tudo o que eles fazem aqui. Dentre bilhões, somente uma parte emitem luzes bonitas e observo que estes praticam o bem. Vivem em prol de uma causa maior, colaboram com trabalhos sociais voltados para um mundo melhor, protetores de animais, defensores da natureza, enfim sempre com objetivos nobres.





O que são na sua essência esse tal do humanoide? São estruturalmente idênticos, mas agem de formas diferentes. Criam e destroem entre si.


É difícil de entendê-los. Gostaria de fazer um relatório com maior compreensão, mas eles são complexos demais. Eles se comunicam buscando saber o porque da sua existência, mas se perdem em crenças e idolatrias passageiras. Inventaram muitas coisas que denominaram “alta tecnologia”, dentre elas a internet. Vejo-os cabisbaixos e quando estão reunidos em grupo cada um fica com uma peça chamada celular. Eles se falam, mas não se dizem. Exclamam que conhecem um “montão” de pessoas, entretanto são solitários. Falam sobre amizades, mas não contem um amigo verdadeiro. Lá de onde vim já existiram esses aparelhinhos, mas agora comunicamos com olhar e telepatia. Expressamos em palavras os nossos sentimentos verdadeiros.





Os humanos não são como outros animais que vejo. O tal do humano demonstra atitudes incompreensíveis. Criam paradoxos de sentimentos. Num determinado momento declaram o amor incondicional e em outras fases pregam discussões incompreensíveis. Falam que quando um relacionamento acaba é porque a amor morreu. Não seriam respeito e admirações um pelo outro que findam? Porque lá onde moro, o amor é pertinente desde quando nasci. Tenho princípios. Possuo paz e liberdade porque a justiça aplicada é a do Criador do Universo.


Eles usam palavras codificadas e não conseguem distinguir as diferenças. Dizem que ver, olhar e enxergar tem as mesmas conotações. Lá no meu planeta aprendi que o que eu vejo são matérias conforme a vibração de cada átomo, e enxergo as alegrias em cores.


O humano carrega um equipamento chamado cérebro onde é processado todas as informações. Lá na minha escola conhecemos a aplicação da força da mente, reconhecemos sua grandiosidade para a evolução do nosso planeta e não a usamos para o lado obscuro do egoísmo, onde prevalece o “tudo sou eu, tudo é meu e nada para ninguém”.





Ah.... cada humano carrega uma identificação com fotos e vários números. É muito estranho. Porque uma alma é resumida em números? Lá na minha dimensão, desde quando nascemos não somos numerados e sim pantografados com valores e princípios. Somos identificados pela presença de caráter e honra e os benfeitores são reconhecidos pela generosidade e emissão de luz.


Vejo muitos humanos tirando a vida do outro semelhante por aquilo que eles chamam de “ganância”. E existem os que entregam sua própria alma por frustações. Almas que são retiradas bruscamente do corpo humano/matéria devido ao acúmulo de decepções, incompreensões e desilusões. Os meus professores chamavam de “fruto de alma deprimida”. Aprendi que mesmo numa alma nesse estado, existe sempre uma pequena luz batizada de Centelha Divina e que, insiste em não se apagar e a lutar incansavelmente. Os humanos não sabem que essa luz contida em cada um, é o principio de tudo e ela sempre busca acender outras lamparinas próximas dela. Uma pequena fagulha pode despertar para o “conhecimento de si”, levando outras a despertarem também.

O humano ouve sobre Deus e fala de fé, mas o procura fora de si. Dificilmente volta-se para dentro dele mesmo, sua busca torna-se um fardo.





Antes de partir para a Terra, eu li os relatórios escritos pelos meus avós de quando vieram pela primeira vez aqui. Eles viram a criação em sete dias. Li também as anotações dos meus pais que estiveram na época cristã e conheceram um Homem Extraordinário. Percebo que a Terra sempre ofereceu as maravilhas da natureza e dos animais, os quais cumprem fielmente suas funções. Tudo evoluiu para melhor, e o humano..... também evoluiu, mas o suficiente? Está cumprindo fielmente suas funções, assim como as flores cumprem plenamente o seu papel, por exemplo?


O humano tem dentro de si um grande tesouro; o livre arbítrio. Esse tesouro também recebi, mas lá lidamos de forma diferente. Pena que aqui muitos desprezam essa riqueza. A Terra seria um mundo bem melhor se soubessem que livre arbítrio é algo pertinente à sua vida, e que apenas com seu uso correto qualquer conquista seria realmente plena.





Volto para o meu planeta com um relatório incompleto.


Os humanos haverão de compreender que “PERDÃO, GRATIDÃO E AMOR” andam de mãos dadas. Assim descobrirão o real sentido das suas origens, estarão em Reconciliação e Gratidão com todas as coisas do Universo, aí então o Milagre se fará presente: sua luz brilhará com esplendor!!!