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Crônica Especial #108 | Amigo, estou aqui... sempre!

O elo invisível dos laços eternos.


capa da crônica 107 Por uma Fração de Segundo
Crônica

O que você encontrará nesta crônica:


Se ter amigos hoje em dia é um privilégio, que dirá ter um melhor amigo. Vivemos em tempos de pressa e urgência, isso revela o quanto nossas vidas se tornaram superficiais roubando o tempo para os amigos verdadeiros. Que preço estamos pagando por essa superficialidade? Nesta edição especial, nossos protagonistas, Fernanda e Thiago, responderam às curiosidades de nossos queridos leitores. Agradecemos a todos que sempre nos acompanham. São vocês que nos inspiram a continuar compartilhando histórias e reflexões sobra a vida e a amizade. Vamos juntos, hoje e sempre!


 

Fernanda, você já teve que defender sua amizade com Thiago de críticas ou ciúmes de terceiros? Como você se sentiu ao fazer isso? Você o defenderia novamente?


Fernanda: Já, principalmente de pessoas vindo me falar das “segundas intenções” dele. Pessoas que falavam que não existia essa coisa de homem ser só amigo de mulher, que sempre há uma intenção por trás. Já fui também atacada por pessoas dizendo que eu me aproveitava dos “sentimentos (românticos, de acordo com terceiros)” que ele tinha por mim para conseguir as coisas dele. Na época, eu me irritava bastante, tentava explicar que não era assim por causa de xpto, que era absurdo etc. Às vezes, me irritava ao ponto de deixar as pessoas falando ou de concordar só para pararem de falar abobrinha.


Hoje em dia, acho que tenho mais paciência para conversar sobre isso e tentaria explicar para a pessoa o que é essa amizade. Continuaria defendendo-o, mas hoje tenho consciência que tem pessoas que simplesmente não entendem e as deixaria no tempo delas.


Sendo ainda mais sincera, acho que eu estaria conversando sobre essas pessoas com o Thi e estaríamos filosofando sobre como é difícil explicar esse sentimento para alguém.


 

Thiago e Fernanda, como vocês descreveriam a importância um do outro em vossas vidas, comparando com outras amizades que tiveram?


Fernanda: Descreveria que é sentir tranquilidade. Diariamente, temos que seguir certas condutas sociais para sermos vistos como bons profissionais e pessoas educadas, e agimos assim pois nos preocupamos com como os outros vão nos perceber. Com muitas amizades, também é assim; você continua se preocupando se você está sendo um bom amigo. Com amizades verdadeiras, você não tem essa preocupação. É ter a tranquilidade de saber que a pessoa sempre estará lá, mesmo que seja para te dar uma bronca (daquelas que você realmente se importa).


Thiago: A Fê é uma das pessoas mais importantes da minha vida, a irmã que sempre pedi a Deus. A principal comparação entre as demais amizades é que ao lado da Fê, eu posso ser quem realmente sou, ficar totalmente à vontade, sem receios ou julgamentos. Ela conhece todos os meus pontos fracos, mas não tira proveito disso com brincadeiras e zoeiras. É ter uma ligação profunda e íntima que não tenho com as demais. Em muitos casos, a Fê me conhece melhor do que eu mesmo.


É sentir a dor e a alegria do outro como se fossem suas. Celebrar os sucessos com entusiasmo e oferecer conforto nas tristezas. Ah! Aceitar o outro no pacote completo, sabe? Tem amizades que você acaba não tolerando muito algum tipo de comportamento ou mania. Com a Fê, é diferente; eu lido com essas questões de forma natural, e nenhuma dessas coisas me incomoda. Outra coisa interessante é que a Fê é uma das poucas pessoas de quem faço questão de estar sempre presente quando precisar ou para manter contato frequente, seja pessoalmente, por mensagens ou chamadas. Podia ficar escrevendo um texto longo aqui, mas uma outra coisa que difere é a saudade; é muito mais fácil sentir saudades dessa cabeçuda.


 

Quais foram as maiores lições que vocês aprenderam sobre amizade verdadeira ao longo dos anos?


Fernanda: A maior lição foi ver que amizade verdadeira perdura. Mesmo que haja pausas, quando elas retomam é como se aquela pausa não tivesse existido.


E se você não pode ser você mesmo na frente de um amigo, isso significa que ainda não é uma amizade verdadeira. Porque o primeiro sinal de que você tem um amigo de verdade é poder ser quem você realmente é, sem medo de ser julgado. Na verdade, você sabe que seu amigo vai julgar (rs), mas, ao mesmo tempo, não vai querer que você se passe por maluco, então vai genuinamente te direcionar ao melhor caminho. Você sabe que seu amigo te julga com a melhor das intenções e vai, com prazer, jogar aquela verdade brutal na sua cara (rs). E você não vai se ofender nem se magoar, pois sabe que é por amor.


Thiago: Confiança, comunicação sincera e aceitação. A amizade com a Fê me ensinou a confiar plenamente, a falar sem ser julgado, a se comunicar abertamente e a ser aceito incondicionalmente.


É como um porto seguro, presente nos momentos mais importantes, tanto nas alegrias quanto nas dificuldades. Nessa amizade, aprendi a oferecer e receber apoio emocional sem querer ou pedir nada em troca. É ser melhor amigo, é fazer algo sem esperar nada, simplesmente por amar a pessoa.


Aprendi muito mais sobre gratidão, em primeiro lugar a Deus e depois à Fê que me escolheu. Me ensinou que existe o perdão e que, quando o sentimento é puro e verdadeiro, ele resiste a tudo.


 

Vocês já enfrentaram momentos em que a amizade de vocês foi testada por mal-entendidos ou desentendimentos? Como superaram esses desafios?


Fernanda: Eu considero o período de anos em que ficamos sem nos falar como um teste. Em um momento de nossas vidas, nós passamos a ter objetivos diferentes e acabamos nos afastando.


Como superamos? Acho que com muita paciência. Tivemos que nos dar o tempo que precisávamos, mesmo sem saber disso. Nesse meio tempo, eu me mudei para fora do Brasil, então foi mais um motivo que justificava a distância.


Depois da pandemia, que me fez ficar uns anos sem voltar ao Brasil, eu sabia que ia encontrar o Thi, pois ele namora minha irmã, então só resolvi ir de coração aberto. Não sabia o que esperar, então não esperei nada (rs). Coincidentemente, ele também estava de coração aberto e, naturalmente, voltamos a nos falar. E então foi como esses anos todos não tivessem existido. Nossa amizade se retomou do jeitinho que era quando a deixamos em segundo plano.


Thiago: Sim, enfrentamos desafios, como em quaisquer relações das nossas vidas. Haverá momentos bons e ruins. Nos momentos ruins, pode acontecer de não sabermos lidar de imediato, mas com o tempo vamos aprendendo e ganhando experiência. Enfrentei desafios ao longo dessa jornada, principalmente com alguns namorados da Fê. Alguns deles não entendiam o que tínhamos e precisei ser resiliente, respirar fundo e pensar comigo: “isso vai passar, eles vão entender, ela é minha melhor amiga, vou vencer isso.”


Outro problema que tivemos foi a imaturidade, principalmente da minha parte, quando abrimos nossa empresa juntos. Eu não soube lidar com essas responsabilidades e não fui o melhor amigo que a Fê merecia. Pequei com ela e, mais que isso, por ela ter sido um presente de Deus, pequei com Deus. E, como respondi na pergunta anterior, descobri que, quando o sentimento é puro e verdadeiro, ele sobrevive e supera qualquer obstáculo.


Deixo registrado meu pedido de PERDÃO novamente à Fê por essa época em que um buraco se pôs à nossa frente, mas com maestria conseguimos criar uma ponte sobre ele e continuar nossa jornada juntos.


 

Fernanda, quais são as qualidades em Thiago que mais encantam e te fazem valorizar tanto essa amizade? Thiago, quais são as qualidades em Fernanda que mais te encantam e te fazem valorizar tanto essa amizade?


Fernanda: Acho que o que mais me encantou no começo foi o jeito palhaço dele. Sempre estávamos dando risada de alguma coisa. Tudo era mais divertido quando estávamos juntos, seja jogando vídeo game, estudando história (a matéria em que geralmente eu ia mal e ele era bom), saindo para comer, qualquer coisa. Era (ainda é, né) tudo muito natural.


Hoje em dia, o que eu mais admiro é a fidelidade dele. Se tem uma pessoa que eu sei que faria de tudo para me ajudar, é ele, não importa em que encrenca eu me metesse. Ele acredita mais em mim do que eu mesma (rs).


Thiago: Fiquei pensando muito tempo nessa resposta. Afinal, quais seriam essas qualidades se o que a Fê mais faz é me bater?? Hahahha (vou apanhar novamente quando ela ler isso ahaha). Brincadeiras à parte, assisti uma vez uma pessoa falando que, quando há amor genuíno, não entendemos e não sabemos exatamente dizer o porquê gostamos de alguém, seja em qual esfera da vida for, simplesmente gostamos e ponto final.


Dito isso, quero focar nas qualidades da Fê como pessoa. Primeiro, ela é uma VENCEDORA, uma mulher guerreira e uma das pessoas mais inteligentes que já conheci. Outra coisa que aprecio muito é o pique da Fê para fazer as coisas, principalmente quando o assunto é comer (haha). Amo o fato dela curtir o universo geek e ser uma ótima parceira nos games.


Acima de tudo, admiro sua essência guerreira e vencedora.


 

Vocês acreditam que a amizade entre vocês moldou vossas visões sobre relações humanas em geral? Se sim, de que maneira?


Fernanda: Sim, hoje vejo como as relações humanas são completamente dependentes das experiências que as pessoas têm em suas vidas. E são ainda mais complicadas por conta de todas as normas sociais que temos como aceitáveis. Imagine se você fosse com todos o que você é na frente do seu melhor amigo? Como as pessoas te veriam? Elas mudariam a opinião delas sobre você?


Por outro lado, acho que também mudei minha referência sobre amizade. Passei a ser mais exigente ao definir quem são de fato meus amigos e quem são apenas conhecidos ou colegas. E hoje aceito e entendo os diferentes níveis de amizade que tenho com as pessoas.


Thiago: Muito! Infelizmente, o mundo hoje é muito voltado ao “ganha ganha”, à conveniência e ao egocentrismo. Nossa amizade me fez enxergar um lado oposto a isso, perceber e agradecer por ter encontrado alguém que está lá por mim, me acionando e sendo acionada sempre que pensa em algo legal para dividir, sempre que vê algo que lembra um ao outro e quer compartilhar. E o principal: simplesmente estar lá, sem o “ganha ganha”, sem a conveniência, estar lá simplesmente por amar incondicionalmente.


Por isso é tão raro você ter uma pessoa que te encaixe na loucura do dia a dia.


 

Como vocês lidam com a inveja e o ciúme de outras pessoas em relação à amizade de vocês? Isso já afetou a dinâmica entre vocês?


Fernanda: Tentamos tirar o melhor das situações juntos, se é que me entendem (rs). Nós nos ajudamos a navegar por todos os sentimentos:

Começa com o clássico “Cara, você não sabe o que está acontecendo, pessoa X fez isso, isso e aquilo, acredita? Como resolvo isso?”


Vem o brainstorming, onde tentamos entender o porquê certas situações estão acontecendo e como resolver de maneira madura. Aqui é onde filosofamos, damos risada, reclamamos, falamos de todas as “situações hipotéticas de como seria simples resolver isso se só jogássemos umas verdades na cara” (de certa forma ainda nos levando aos nossos anos de adolescência). Às vezes ficamos tristes, às vezes inconformados, muitas vezes cansados…


Mas, no final, sempre acabamos encontrando uma solução juntos, hoje de forma mais madura do que 20 anos atrás.


Essas situações geralmente nos unem mais. Como tentamos resolver os quebra-cabeças juntos, isso acaba se tornando uma atividade de equipe, fazendo com que a gente cresça como pessoas, já que também acaba gerando um certo nível de autorreflexão. Sabe o clichê “o que não te mata, te fortalece”? É meio que isso.


Thiago: Nunca afetou. Nessa resposta serei bem objetivo: A gente lida com muitas risadas e brincadeiras. Acredito que o humor pode superar muitas situações desagradáveis. Uma vez a Fê falou algo parecido com isso: Veja, Thi, é uma forma de rechear ainda mais nossa amizade e ter essas lembranças para rir e zoar.


 

Fernanda, como você descreve a sensação de ter uma alma gêmea fraternal em Thiago? Thiago, como você descreve a sensação de ter uma alma gêmea fraternal em Fernanda? Vocês acreditam que a amizade de vocês é um exemplo de almas gêmeas fraternais'?


Fernanda: Nunca tinha pensado em almas gêmeas fraternais, para ser sincera. Este é um assunto novo para mim e sinto que não tenho muito conhecimento sobre isso. Só comecei a refletir sobre o assunto recentemente. Pra mim, é como se eu estivesse interagindo com um pedaço de mim mesma, mas esse pedaço é externo a mim e tem sua própria personalidade (rs). As coisas que eu converso com ele vêm sem filtros e eu não tenho receio de como ele vai entender.


Mesmo se em algum momento houver algum desentendimento, sei que vamos resolver de um jeito ou de outro. É ter a confiança de que aquela pessoa sempre estará lá por você, não importa para o que: para se divertir, pra chorar, pra ajudar, pra xingar. E só, sem “mas”, sem medo de ser você mesma. Porque você sabe que de alguma forma há uma ligação tão forte entre vocês que não há nada neste mundo físico que possa quebrar. Então você tem a liberdade de ser 100% você mesma, sem aquelas máscaras que colocamos para ser o que a sociedade espera da gente.


Thiago: Acredito que a melhor palavra para isso seja: Abençoado.


Com a Fê, rola uma parada meio inexplicável, como se nossas almas tivessem se conhecido desde sempre. A gente se entende sem precisar nem falar, só com um olhar ou um sorriso já sabemos o que o outro tá pensando.


Posso ser eu mesmo sem medo de julgamentos, contar as minhas alegrias e tristezas, meus sonhos e frustrações. Ela é minha confidente, parceira de aventuras, a pessoa que me faz rir até a barriga doer - e não é de rir, é de dor, pois ela me bate o tempo todo hahaha.


Acredito sim que nossa amizade é um exemplo de almas gêmeas fraternais. Não apenas pelo amor e respeito que sentimos um pelo outro, mas também pela forma como nos complementamos e nos impulsionamos a ser pessoas melhores. Acredito também pelo fato de que sempre há tempo para nossa amizade em nossas vidas; mantemos contato diário com muita sintonia. Encontrar uma amizade hoje em dia que não seja conveniente e que seja recíproca está cada vez mais raro.


 

Como vocês enxergam o futuro da amizade de vocês? Acreditam que há algo que poderia abalar essa relação tão sólida que vocês construíram?


Fernanda: Sempre existem razões que possam abalar qualquer relação. Mentiras, manipulação, ele magoar a minha irmã (que hoje é parceira dele), fazer algo contra minha família - poderia listar aqui inúmeras coisas que poderiam abalar nossa amizade. Só que eu não consigo imaginar o Thi fazendo nada disso, pois o carinho que temos um pelo outro não nos permitiria fazer esse tipo de coisa, pelo menos não de propósito. Sabendo disso, hoje eu diria que não existe nada que nos abalaria ao ponto de não termos retorno. Nós brincamos dizendo que vamos ficar velhinhos rabugentos juntos e continuar fazendo as palhaçadas que fazemos hoje. Vamos ter nosso banquinho em algum lugar onde um dia vamos sentar juntos e ficar lembrando das preocupações, das trapalhadas, das boas épocas quando fomos adolescentes e adultos. Vamos sentir a nostalgia desses tempos de hoje.


Thiago: Enxergo o futuro um pouco do que somos hoje, sabendo que, mesmo cada vez mais experientes e maduros, não perderíamos nossa criança interior. Isso é mágico: viver podendo compartilhar nosso eu adulto com nosso eu criança, Fê e eu, em nossa jornada como amigos, transitamos muito entre esses dois “modos”.


É incrível ver como isso muda várias vezes ao longo dos dias haha, é como se nosso eu adulto e criança acessassem a gente quase ao mesmo tempo haha; com isso as coisas ficam mais leves.


Talvez o que mude seja quando eu for velhinho, eu leve porrada de bengala hahaha


Muitos fatores podem abalar qualquer tipo de relacionamento, mas conhecendo a Fê como conheço, nenhum deles se faz presente, portanto, nem focarei nisso.


Em resumo, enxergo a gente rindo de tudo como se fosse vendo um filme de nossas vidas, sentados, velhinhos e com nossa criança interior, com o sentimento de que viveu uma amizade tão rara que permanecerá eternamente registrada em nossas memórias.


 

Fernanda, você mencionou que sempre teve dificuldades em fazer amigos. O que a amizade com Thiago representa para você em comparação com suas experiências passadas?”


Fernanda: Representa a tranquilidade e a confiança que eu nunca tive com ninguém antes. A referência do que é ser um bom amigo muda, fica mais exigente.


Ao mesmo tempo, vejo que há espaço para todos os tipos de amigos na vida. Não preciso me abrir com todo mundo, não preciso me preocupar em estar sozinha; tenho amigos diferentes para momentos diferentes e um melhor amigo para tudo.


 

Em uma amizade assim, é natural os ciúmes. Thiago, você já se sentiu inseguro ou com ciúmes de algum relacionamento da Fernanda? Seja sincero, como você lidou com esses sentimentos? Fernanda, já houve situações em que você sentiu ciúmes de Thiago? Se sim, como vocês superaram esses momentos? Seja sincera.


Fernanda: Não que eu me lembre. Talvez alguma situação boba na nossa adolescência. Hoje ambos temos consciência do que somos um para o outro, e eu acho que não rola ciúmes. Sabemos nosso exato lugar e ali não tem espaço para inseguranças.


Thiago: Sim! Pode ter ocorrido mais vezes, mas eu me lembro de 2:


1. Uma vez, a Fê e eu fomos a um evento com uma amiga em comum. Nesse evento, a gente brigou e, com o objetivo de me deixar ainda mais irritado, a Fe falou que aquela amiga em comum era agora sua nova caixinha de segredos hahaha...ela conseguiu, me deixou irritado e com ciúmes na hora. No dia seguinte, já estávamos seguindo como se nada tivesse acontecido.

  

2. Essa ela não sabe: jogávamos um game na época que marcou muito nossas vidas, posso dizer que esse game foi um dos protagonistas da nossa aproximação no início de nosso relacionamento. Por ser um game online, você acaba jogando com outras pessoas, e uma dessas pessoas que começamos a jogar acabou se aproximando muito da Fê na época, jogando com ela e conversando fora do jogo. Me senti ameaçado de alguma forma, ahaha era bobo, claro que a Fê nunca me trocaria, né, cabeçuda? 🥺


Concordo com a pergunta quando se diz que é natural florescer um ciúme hora ou outra, mas quando confiamos plenamente em alguém e sabemos nossa posição em sua vida, nos sentimos confiantes a ponto dessas coisas não atrapalharem.


 

Vocês já pensaram em como seria a vida um sem o outro? O que mais sentiriam falta?


Fernanda: Bom, já tivemos uma vida sem o outro. O que eu senti mais falta foi de ter o amigo que eu pudesse contar tudo e saber que nunca vai ter nenhum sentimento romântico. Acho que é natural tentarmos preencher o vazio que fica, mas o sentimento é único. Nunca tive esse sentimento de pura fraternidade com outra pessoa.


Thiago: Já que foi mencionado em uma das perguntas sobre alma gêmea, é como se tirassem essa outra parte fraternal de você, deixando um vazio, um buraco grande. Já experimentamos isso uma vez por alguns anos, e foi literalmente como um buraco.


Posso dizer que não lembro muito como era antes de conhecer a Fê; é como se nos conhecêssemos desde sempre. Portanto, sentiria saudade mesmo não a conhecendo. Sentiria falta de todas as memórias registradas.


 

Thiago, você já sentiu que precisa proteger Fernanda de alguma forma? Como essa necessidade de proteção se manifestou na amizade de vocês?


Thiago: Isso acontecia com frequência quando éramos mais jovens, quando nos metíamos em ciladas de adolescentes haha. Claro que estarei aqui sempre para ela, mas a Fê é uma pessoa forte que sabe lidar com qualquer desafio. É bem possível que hoje ela me proteja mais do que eu a ela. Hahaha!


 

Quem mais cuida de quem? Essa pergunta não é no sentido adolescente ou infantil, essa pergunta representa um carinho e cuidado para com a vida cotidiana.


Fernanda: Ambos nos importamos, cada um de sua forma. Ele me ajuda com meus pontos fracos e vice-versa. Acho que nós nos ajudamos de forma igual :)


Acho que eu pego mais no pé dele com as coisas do dia a dia, e ele me ajuda muito com as complicações do trabalho.


Thiago: Creio que seja mútuo. O cuidado vem naturalmente quando você ama e quer ver o bem da pessoa. O cuidar está em qualquer atitude, seja uma simples como: “THIAGO, VÁ BEBER ÁGUA!” hahaha, ou em um também simples e poderoso: “Como você está hoje?”


Acredito que existem diferentes tipos e formas de cuidar, afinal, o carinho é importante em qualquer relação.


O cuidar está em ouvir, escutar, estar presente, se fazer presente e, principalmente, levar bronca ahaha 🫣


 

Qual é a lembrança mais especial que vocês compartilham e por que ela se destaca na amizade de vocês?


Fernanda: Acho que a época em que passamos o dia (e a noite) jogando Ragnarok Online. Era durante esses momentos que conversávamos sobre tudo. E acho que foi isso também que fez a gente se aproximar tanto. O carinho é tanto que, até hoje, tentamos jogar juntos pela nostalgia, mas acabamos sempre fazendo outras coisas rs. A nostalgia e o carinho por esses momentos sempre serão marcantes.


Thiago: Esta foi, sem dúvida, uma das respostas que mais me exigiu tempo e reflexão para ser elaborada. Um verdadeiro filme se desenrolou em minha mente, composto por centenas de momentos marcantes que compartilhamos. No entanto, dentre tantas memórias vividas, escolhi destacar o jogo Ragnarok, que, sem sombra de dúvidas, serviu como um dos pilares fundamentais da nossa amizade.


No game Ragnarok, vivenciamos juntos uma jornada repleta de risadas, discussões, confissões íntimas e conversas que se estendiam por horas a fio, madrugada adentro. Cada batalha vencida, cada estratégia elaborada e cada conquista alcançada nos uniu ainda mais, criando laços de amizade cada vez mais fortes e duradouros.


Ragnarok não é só um jogo para mim. Ele se tornou uma das principais memórias compartilhadas; transporta para um passado repleto de alegria, cumplicidade e aprendizados. As aventuras vivenciadas nesse universo virtual se entrelaçam com os acontecimentos reais de nossas vidas, tornando-se um registro da nossa amizade ao longo dos anos.


Portanto, ao escolher Ragnarok como a memória a ser compartilhada neste momento, pretendo homenagear a importância fundamental que este jogo teve na construção da nossa amizade.


 

O que vocês considerariam como traição na amizade de vocês, além dos fatores de mentira e falsidade? Sejam sinceros.


Fernanda: Indiferença. Acho que isso entra no mesmo grupo da mentira e da falsidade.


Thiago: Em minha visão, a maior traição que Fê poderia cometer seria a da ilusão. Me iludir com a falsa crença de que me considera como melhor amigo, quando na realidade não o sou, seria uma profunda violação da confiança que deposito em nossa amizade.


Ao se referir a alguém como "melhor amigo", todo um conjunto de expectativas e responsabilidades mútuas é estabelecido. Acredito que a Fê compreende o significado desse termo e, portanto, utilizá-lo de forma leviana ou falsa seria uma traição aos valores e à essência da nossa amizade.


Eu nunca trataria outra pessoa como trato a Fê em sua posição como minha melhor amiga.


 

Vocês acreditam que o forte vínculo que compartilham vem de outras vidas? E, olhando para o futuro, vocês acham que na próxima vida vocês também irão se encontrar?


Fernanda: Sim, e sim. Não sei explicar muito bem, na verdade. É só um sentimento de fraternidade muito forte. Sabe quando você clica com alguém e parece que você já conhecia a pessoa? Bem clichê, mas é isso.


Thiago: Vamos supor que o nosso mundo seja conectado por diversas outras dimensões diferentes e que em cada uma dela desempenhamos papeis e às vezes até somos pessoas diferentes, conhecendo outras pessoas e assumindo papeis diferentes. Não posso deixar de acreditar que sim, ainda mais em acreditar que somos almas irmãs. Acredito que nossa ligação de amizade seja maior do que acreditamos conhecer. Isso explica o fato de parecer que conheço a Fê há muito mais tempo do que de fato conheço. Sabe aquela sensação de que você conhece a pessoa a vida toda? Ou melhor, sua amizade se torna forte rapidamente? Como a Fê já falou na crônica, ela não vai me deixar esquecer de nos encontrarmos em outras futuras dimensões. Aliás, ela nem precisaria.


 

Como vocês descrevem a relação de carinho entre vocês dois? O que vocês fazem no dia a dia para demonstrar carinho um pelo outro, tanto fisicamente quanto emocionalmente?


Fernanda: A gente tira sarro um do outro todo dia. E acho que essa é uma das principais formas que mostramos carinho rs. E eu também fico brava com ele quando sei que ele não faz coisas que ele precisa fazer, por exemplo, beber mais água.


A maior forma de demonstrar carinho é mostrar que nos importamos, e “mostrar que nos importamos” vem de várias formas. Seja perguntando se está tudo bem em um dia que o outro está mais quieto, mandando um vídeo bobo sabendo que o outro vai rir, cobrando, dando bronca, tirando um tempo para ouvir um ao outro, respeitando o momento do outro, compartilhando os sucessos, mas também as dúvidas e incertezas. É mandar uma foto aleatória sobre algo aleatório que te fez lembrar da pessoa e rir juntos sobre isso. É ter e prover um espaço seguro para desabafar, ficar com raiva, xingar, perder a sanidade, sabendo que daqui a pouco vai passar e vamos achar uma solução.


Thiago: Fisicamente, sou eu levando chutes e socos o dia todo. Emocionalmente, sou eu levando bronca o dia todo. Ahaha


Bom, o que disse é verdade. Quero deixar um detalhe adicional: uma vez assisti a um vídeo de uma psicóloga que falava de amizade, especialmente amizade verdadeira entre pessoas de sexos opostos. Ela dizia que, quando isso acontecia, é como um relacionamento entre namorados, mas sem o aspecto sexual. É isso mesmo! Essa é uma coisa que é muito interessante em nossa amizade, e isso se explica também, pelo fato de ter uma ligação forte e espiritual com essa cabeçuda.


 

Como vocês definem a diferença entre colega, amigo e melhor amigo? O que distingue essas relações em termos de confiança, proximidade e lealdade? E como ter essa intimidade que vocês têm?


Fernanda: Colegas são pessoas que não necessariamente conhecem toda a sua vida. Conhecem um ou outro aspecto sobre quem você é: aqueles aspectos que você escolhe compartilhar com eles. Eles te conhecem de acordo com o que você quer que eles vejam. Não existe necessariamente confiança, proximidade ou lealdade, mas sim uma relação baseada nas normas sociais aceitáveis. Nem sempre você consegue escolher seus colegas.


Amigos são aquelas pessoas que te conhecem de um jeito mais autêntico, mas não necessariamente você por inteiro ainda. Talvez tenha aquele amigo que goste das mesmas bandas que você, ou aqueles outros que gostam de ir a festas, já outros para os momentos mais introspectivos ou reflexivos. Já existe confiança, proximidade e lealdade, e o sentimento é recíproco. Vocês têm gostos em comum e conscientemente escolhem passar tempo juntos. Amigos você escolhe.


Melhores amigos te conhecem por inteiro, todos os lados. Eles conhecem o melhor de você, mas também o pior. Às vezes você até acha que eles sabem mais sobre você do que você mesmo. E você também conhece tudo sobre eles. É aquela pessoa que te passa tranquilidade, que você sabe que sempre estará lá. É aquela pessoa que você pode compartilhar tudo, a qualquer momento. É aquela pessoa que acredita em você mais do que você mesmo e te apoia, te dizendo as mais brutas verdades se precisar. Melhor amigo você não escolhe, você sente.


Thiago: Conhecido: Inicialmente, somos apenas conhecidos, trocando cumprimentos e conversas triviais. Para avançar, é necessário aumentar a frequência e qualidade das interações.


Colega: Com o tempo, passamos a ser colegas, interagindo mais frequentemente e compartilhando detalhes pessoais. Avançar requer levar a interação além do ambiente comum e formar uma base de confiança.


Amigo: Ao nos tornarmos amigos, a confiança mútua se solidifica, e compartilhamos sonhos, medos e experiências. Para sermos melhores amigos, precisamos de maior abertura e honestidade, superando desentendimentos com maturidade.


Melhor Amigo: Chegar ao estágio de melhor amigo é uma jornada complexa e gratificante, marcada por confiança inabalável e intimidade profunda. Compartilhamos segredos, medos e sonhos, com apoio incondicional e compreensão intuitiva. Manter essa amizade exige compromisso contínuo, superando barreiras e adaptando-se às mudanças da vida.


 

Fernanda, como para você é lidar com pessoas má intencionadas? Já passou por isso? O Thiago, por ser seu melhor amigo esteve presente para apoiar? Qual o recado que passa para nós, mulheres?


Fernanda: Já sim, mas acho que foi apenas pela inocência da idade. Hoje tenho uma visão diferente do que são pessoas mal-intencionadas, se comparado ao que eu pensava na época. A maioria das confusões em que eu me metia era porque eu era curiosa, sempre pagava para ver no que ia dar. Às vezes escondia o assunto dele, porque ele era tipo meu irmão mais velho (e que menina de 16 anos quer ser sempre ‘escoltada’ pelo irmão, né?), mas ele sempre descobria e acabava me ajudando.


Eu sempre tive mais facilidade de fazer amizade com homens, tanto que até hoje, a grande maioria dos amigos que tenho são homens. Então, não sei dizer se isso facilitou minha aproximação com o Thi. E eu também nunca fui a menina popular e bonita da turma, então nunca me vi como uma pessoa que pudesse atrair meninos. Com isso, toda aproximação era 8 ou 80; eu já via como “ah, é impossível esse menino gostar de mim, ele deve estar querendo ser só um amigo” ou “ah, esse menino é só curtição”. A confusão geralmente acontecia quando eu pensava no primeiro e errava (o que se provou ser muito comum, por qualquer razão que até hoje não entendo).


Acho que o conselho é ter a cabeça aberta; pessoas mal-intencionadas existem aos montes. Mas se você se mantiver firme nos seus princípios, você vai começar a ver quais pessoas merecem de fato ganhar sua confiança e lealdade. E aí vão se transformando de colegas para amigos e de amigos para melhores amigos.


Em relação a ter alguém ali para te apoiar, isso sempre vai depender do quanto você confia para compartilhar. Se você tem um melhor amigo, provavelmente você conversa sobre tudo com essa pessoa e se isso acontece, você sabe que as chances dela estar lá por você são altas. Pensar em um melhor amigo, significa vê-lo em todos os momentos da sua vida.


 

Fernanda, emocionante a história de vocês. Tenho um melhor amigo no mesmo molde, preciso de um conselho, homem dá muito trabalho e é teimoso, o Thiago é assim também? Preciso pegar no pé por muitas coisas, fazemos isso por amor, queremos o bem, o contrário acontece, mas menos. Rs. Como fazer eles entenderem o correto das coisas?


Fernanda: Ele é teimoso, sim, mas acho que menos do que era antes. Ele vai ficar se achando por isso rs.


Olha, acho que um fator incrível sobre ter um melhor amigo é poder falar “eu te avisei” sem ter medo de retaliação, rs. Acho que ele não entende “o correto das coisas” até ele passar por tal coisa, rs.


Brincadeiras à parte, eu tento fazer ele refletir por si mesmo. Eu pergunto mais frequentemente como ele se sente sobre as próprias atitudes, o que ele acha correto fazer, se vai ser bom ou ruim para ele. Hoje ele é mais sensato; é mais fácil conversar com ele.


 

Fernanda, como você vê a perspectiva do bem deste mundo cheio de aspectos negativos e sombrios?


Fernanda: Não sei ao certo. Acho que a busca por algo maior do que estou vendo acontecer no mundo. A necessidade de encontrar um propósito.


Sou muito grata por tudo o que tenho hoje: um bom emprego, não só um lar, mas dois, uma família maravilhosa, amigos espalhados pelo mundo, um parceiro que me apoia… E mesmo assim, eu queria encontrar algo mais. Assim, comecei também a minha busca e a minha viagem para dentro de mim e das minhas crenças. Estou reaprendendo a ter fé :)


 

Thiago, você pode compartilhar como foi sua jornada e que palavras você deixaria para as pessoas que estão sem esperanças para fazer essa transformação?


Thiago: Comunicação aberta e honesta, empatia e compreensão entre ambos, apoio incondicional e presença constante, confiança, perdão e agradecimento.


 

Fernanda e Thiago, como vocês lidam com os desafios de manter a lealdade e a confiança entre as pessoas que reconheceram o verdadeiro sentido de uma amizade, especialmente quando enfrentam adversidades e ameaças externas?


Fernanda: Se já existe lealdade e confiança, então acredito que também existam conversas francas. São poucas as coisas que eu diria serem imperdoáveis se já existe um laço de amizade. Pessoas cometem erros também e para isso existe o perdão. Quando algum desentendimento acontece, eu nunca penso que o Thiago fez algo de propósito para me chatear, então eu jogo na cara dele: “Caramba, porque esse bicão emburrado?” e daí conversamos. Pode ser que troquemos uns “tapas”? Pooooode, mas no final sempre acabamos rindo da situação.


As adversidades e ameaças externas eu vejo mais como desafios para superarmos juntos, então acredito que a honestidade e as conversas difíceis sejam o caminho para manter a amizade viva.


Thiago: Em um mundo cada vez mais individualizado e conveniente, é importante observar e ter em mente que nada se constrói da noite para o dia. É preciso muita paciência, passando por cada etapa, desde simples conhecidos até, quem sabe, futuros melhores amigos. Não existe uma fórmula mágica, uma receita que alguém possa dar sobre como construir um relacionamento; acredito que cada situação seja singular.


Para mim, o mais importante é estar presente para a pessoa, investir nela se você acredita que vale a pena e sentiu uma conexão, ao mesmo tempo em que sente do outro lado se é recíproco. Caso seja, vá fundo, passando uma etapa de cada vez e respeitando o processo.


Seja autêntico e esteja presente. Fuja das pessoas que buscam apenas conveniência, pessoas que usam umas às outras por interesse. A verdadeira amizade é ter prazer em dar e amar, em receber o amor e, simples assim, o resto vem como um pacote, sem nada escrito em entrelinhas.


Se pudesse, promoveria, usando como base o relacionamento da Fê e eu, a importância de se relacionar com alguém além da telinha que carregamos no bolso.


 

Qual a importância do apoio emocional e da amizade entre participante jovens de grupo de estudo para garantir a coesão e a eficácia de um mundo bem melhor? Como vocês promovem esses valores no dia a dia?


Fernanda: Essenciais. Ninguém faz um mundo melhor sozinho, certo? Não diria que esse apoio emocional e amizade deva ser igual a todos do grupo, pois é natural que nos identifiquemos mais com umas pessoas do que com outras. Mas é importante que, como um grupo, tenham um certo conjunto de emoções em comum para terem coesão e serem eficazes em alcançar seus objetivos. De que adianta somente 1 pessoa de um time de futebol querer vencer?


Olhando para trás e para as minhas próprias experiências, acho que é ter empatia, mente aberta e um espaço emocionalmente seguro onde você possa ser quem você é (ter seus amigos).


Empatia te dá o poder de sentir junto do outro e isso te faz respeitar. Não necessariamente concordar, mas respeitar as diferenças acima de tudo e entender que o bem vem de várias formas e não somente do jeito que você pensa.


A mente aberta traz inúmeras possibilidades de aprendizado e está intimamente ligada com a empatia. Se você está aberto a ouvir o outro, tenho certeza de que isso vai trazer diversas experiências novas. Você acaba aprendendo muito sobre os outros, mas acaba aprendendo muito mais sobre você e como você lida com o mundo.


E o espaço seguro vem para que você não precise suprimir quem você é o tempo todo. Um ser suprimido geralmente leva a um ser frustrado (nervoso, bravo, explosivo…). A vida não é sempre mil maravilhas. Como qualquer ser humano, há momentos em que precisamos desabafar, falar umas abobrinhas, gritar, surtar, ficar irritado com alguém ou algo… Fique de olho nas pessoas que estão com você aí nos momentos ruins também; as chances de seu futuro grande amigo estar lá são grandes.


Como promovemos? Nós vivemos esses valores e esperamos que as pessoas possam enxergar isso na gente.


 

Fernanda, quais ações ou estratégias específicas você acredita serem essenciais para manter a unidade e a confiança entre um grupo de jovens, mesmo quando há desacordos ou pressões externas?


Fernanda: Sabe aqueles típicos filmes ou séries de romance em que você fica doido da vida porque a maioria das confusões se resolveria na base da conversa? (Sim, eu sei que se não tivesse conflitos, não teria filme ou série, mas vocês entendem, né? Rs). É isso. Conversem e conversem muito. Entendam suas diferenças e as respeitem. Melhor ainda, entendam suas diferenças e vejam como elas podem transformar sua unidade em uma unidade ainda mais forte.


Entendam que vocês são tão fortes quanto o seu elo mais fraco, então, ao invés de virarem as costas aos seus colegas, se ajudem mutuamente a crescer.


Hoje, em um cargo de liderança, eu vejo ainda mais o quanto as conversas são importantes, principalmente as conversas difíceis. É natural tentarmos nos esquivar de conflitos, mas ao mesmo tempo, conflitos vão sempre existir em diferentes níveis. Afinal, nós somos todos diferentes. Tivemos experiências de vida diferentes, temos crenças diferentes, entendimentos diferentes. Então, abrace essas oportunidades para se tornar um ser humano melhor e com mais compaixão. No final das contas, se vocês são um grupo, uma unidade, vocês têm algo em comum que os uniram. Lembre-se desse objetivo e não permita que seu próprio ego cause destruições desnecessárias.


 

Qual temor mais profundo vocês compartilham em relação ao outro? Por exemplo, a possibilidade de perder um ao outro de forma repentina. Como se sentiriam? Podem ser honestos.


Fernanda: Acho que as coisas que não tenho controle. A vida, o tempo e o que eles farão da gente. Talvez ser esquecida um dia, por falta de lucidez, coisas desse corpo frágil.


A dor da perda seria inevitável, afinal, somos seres de sentimentos. Eu conheci o Thi quando tinha meus 15 anos. Hoje, com quase 35, contabilizaremos 20 anos juntos. Como poderia dizer que não sentiria a perda de alguém que esteve comigo por mais da metade da minha vida? Não quero ser hipócrita e dizer que sei como me sentiria, porque não sei.


Nunca perdi alguém assim tão próximo de mim. Sou grata por poder abraçar meus pais, zoar minha irmã, visitar meus amigos por aí… só consigo hipotetizar o que seria não tê-los.


Isso é uma crença minha, então é uma resposta bem pessoal: eu acredito que sempre nos reencontraremos. A vida não é só aqui. Temos ainda a aventura do que nos espera do lado de lá, as nossas outras vidas, projetos, aventuras e confusões. Então me consola saber que, mesmo se um dia nos perdermos aqui, nós nos reencontraremos em algum lugar, em alguma outra vida. Todas as conexões que temos com as pessoas ao nosso redor tem um propósito e não estão aqui por acaso, então por que seriam válidas somente nesta vida? Somos mais que isso :)


E, para os nihilistas, se somos somente essa vida, depois da tristeza ficará a memória. E com certeza a nostalgia dos tempos que vivemos. Acho que sempre seguiremos juntos na memória um do outro.


Thiago: Primeiramente, meus sentimentos pela sua perda.


Fico muito feliz que de algum modo nossa história possa ter te tocado.


Sobre a pergunta, é bem complexa de responder, não é mesmo? Pra ser sincero, é muito difícil pensar em como eu ficaria, o que sentiria. Talvez como se uma parte minha se perdesse, uma parte da minha alma, sabe? Seria estranho acordar e lembrar que não teria mais alguém pra enviar aquele reels, jogar, contar um segredo. Vendo assim, até sentiria saudade das broncas e xingos, mas o que, por outro lado, conforta, se posso dizer assim, é que sei que nos reencontraremos novamente, pois nossa ligação é eterna.


 

Caros amigos,


Na correria de nossos dias não sobra tempo para demonstrarmos o quanto valorizamos os amigos que estão ao nosso lado, nos apoiando em todos os momentos especiais.

Você já parou para pensar na importância de expressar gratidão e carinho a eles?


Convidamos você a participar de uma iniciativa simples, mas poderosa: escrever uma carta para seu(sua) amigo(a). Pode ser uma carta relembrando momentos marcantes que viveram juntos, para expressar o quanto essa amizade é importante em sua vida, ou simplesmente para dizer "obrigado por existir".


Neste mundo digital, uma carta escrita à mão pode parecer um gesto pequeno, mas tem um impacto imenso. É uma forma de reconhecer a beleza das conexões genuínas que temos. Então, pegue papel e caneta, deixe suas palavras fluírem do coração e envie essa carta para seu amigo. Vamos espalhar amor e gratidão através das palavras!


Espero que se sinta inspirado(a) a participar dessa iniciativa.


 
 

Esta é uma obra editada sob aspectos do cotidiano, retratando questões comuns do nosso dia a dia. A crônica não tem como objetivo trazer verdades absolutas, e sim reflexões para nossas questões humanas.

 


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