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Crítica | Fale Comigo

O filme de terror do ano


Gustavo comemorando a liderança

(Foto: Divulgação)


Dirigido pelos irmãos Danny e Michael Philippou, “Fale Comigo” já pode ser considerado o terror do ano.


O filme começa com um jovem deixando uma festa quase inconsciente enquanto todos os outros convidados sacam o celular para gravar ao invés de ajudar. Esse ato pode ser considerado a base do filme, que apresenta um grupo de amigos que praticam rituais macabros para incorporarem espíritos, gravar e postar nas redes.


Logo após a primeira cena, já somos apresentados à Mia, uma adolescente que está com o emocional abalado após a morte de sua mãe. Aqui temos mais uma produção de terror que se passa em um ambiente de normalidade e que foca em um grupo de amigos, dessa vez em Mia e sua amizade com Jade e o irmão de Jade, o garoto Riley.


Em uma das noites de invocações Mia convence seus amigos de participarem do ritual e Riley, contra a vontade da irmã, participa. Ele segura a mão embalsamada, repete “fale comigo” e logo após “eu deixo você entrar”. Nisso, o garoto não sabe, mas acabou de invocar a mãe de Mia. Com isso, Mia, que já estava com as emoções conturbadas, acaba ficando ainda mais atormentada quando o ritual toma um caminho desesperador. Agora, em um novo universo marcado pelo ressurgimento da mãe, Mia vai de jovem incompreendida para alguém que está desconexo da realidade. E nós, testemunhas de tudo de errado que está acontecendo.


Um terror que parecia para adolescentes, se torna algo muito mais pesado, com muito mais violência e sangue que o esperado. De acordo que as cenas vão passando, vamos entendendo mais sobre o ritual e da conexão com o oferecido pela cerimônia. O filme consegue se desenvolver de forma envolvente, não conseguimos tirar o olho da tela - quem dirá piscar! - e isso é a beleza da direção dos Philippou.


Apesar do filme ser um terror de baixo orçamento, todos os atores - exceto Miranda Otto -, que são quase desconhecidos, não deixam nada a desejar em suas interpretações. Sophie Wilde, a Mia, é uma revelação para os novos nomes do cinema, assim como a Alexandra Jensen e o Joe Bird, que são Jade e Riley.


“Fale Comigo” é um dos filmes de terror mais originais dos últimos anos. Os diretores conseguem deixar o público com medo, enquanto trazem um background fúnebre e reflexivo para o roteiro. Algo que muitos espectadores também sentiram foi que quanto mais medo você sentia, mais você queria assistir ao filme. A mesma sensação que os adolescentes tinham ao invocarem os espíritos.


A dupla de diretores conseguiu se destacar com o desfecho do filme, podendo ser considerado um dos melhores pontos, visto que não se toma um final comum para os filmes de terror atuais.


Posso dizer que o único ponto negativo do filme foi ser um pouco raso, não temos muita explicação sobre a história da mão embalsamada e nem muito sobre a vida das personagens. Porém isso pode ser o roteiro de “Fale Comigo 2”, que já está em pré-produção.



 

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