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Crítica | Crimson Desert tropeça na própria grandeza enquanto tenta alcançar o impossível

  • Foto do escritor: Redação neonews
    Redação neonews
  • 25 de mar.
  • 3 min de leitura

Entre promessas grandiosas e momentos realmente mágicos, Crimson Desert mostra que nem sempre sonhar grande significa chegar inteiro ao destino


Jogo - Crimson Desert
Jogo - Crimson Desert

(Foto: Divulgação)


Desde os primeiros trailers, Crimson Desert parecia aquele tipo de jogo que faz a gente parar, assistir duas vezes e pensar “se isso funcionar, vai ser histórico”. O novo projeto da Pearl Abyss, conhecida por Black Desert Online, carregava uma promessa de mundo vivo, combate profundo e narrativa épica. E ele realmente entrega muito disso. O problema é que entrega tudo ao mesmo tempo, sem sempre saber como organizar essa grandeza. O resultado é um jogo que impressiona com frequência, mas também confunde em igual medida.


A história acompanha Kliff e o grupo Greymanes em uma jornada que mistura vingança, sobrevivência e ameaças misteriosas envolvendo o destino de vários reinos. A premissa é forte e tem potencial emocional, principalmente na relação entre os membros do grupo. Porém a narrativa sofre com mudanças bruscas de tom e ritmo. Em um momento o jogador participa de eventos políticos e sociais entre reinos, e no seguinte já está enfrentando elementos sobrenaturais com pouca transição. Isso não estraga a experiência, mas quebra parte da imersão que poderia tornar a jornada inesquecível.


Crimson Desert
Crimson Desert

(Foto: Divulgação)


O protagonista Kliff funciona mais como um ponto de observação do que como motor dramático da história. Curiosamente, são os personagens secundários que trazem vida ao enredo. As interações com os Greymanes ajudam a construir momentos sinceros e humanos, dando um respiro emocional importante dentro de uma narrativa que às vezes parece querer correr antes de caminhar. É nesses pequenos encontros que o jogo mostra sua alma.


O combate é um dos aspectos mais interessantes do jogo e também um dos mais contraditórios. A árvore de habilidades é ampla, recompensando exploração com progressão constante e novas possibilidades estratégicas. No início, a quantidade de comandos assusta, mas aos poucos o jogador encontra seu ritmo. O problema aparece quando o design dos confrontos não acompanha essa profundidade. Chefes ignoram regras básicas do sistema e grupos grandes de inimigos tornam várias habilidades pouco úteis, o que gera momentos de frustração inesperados.


A exploração do mundo é enorme e cheia de atividades paralelas. Pescar, minerar, ajudar facções e cumprir missões secundárias dá a sensação de um universo vivo, mas também pode causar dispersão. Em alguns momentos parece que o jogo quer mostrar tudo de uma vez, sem permitir que o jogador respire entre uma descoberta e outra. A progressão de equipamentos também demora mais do que deveria, o que cria a impressão de que algo está fora do ritmo esperado da aventura.


Crimson Desert
Crimson Desert

(Foto: Divulgação)


Entre tantas atividades, existe um destaque claro nas ilhas do Abyss, que lembram a estrutura de desafios vista em The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom. Esses trechos apresentam puzzles inteligentes, recompensas claras e uma sensação real de avanço. É aqui que Crimson Desert mostra como poderia ser se mantivesse o mesmo foco em todas as suas áreas. Cada ilha traz aquele sentimento gostoso de superação que faz o jogador querer continuar explorando.


Tecnicamente, o jogo impressiona. Mesmo em configurações medianas, a performance é sólida e o mundo é visualmente vivo e detalhado. Caminhar pelas cidades e estradas lembra a densidade ambiental de Red Dead Redemption 2 em alguns momentos, com NPCs ativos e eventos acontecendo ao redor o tempo todo. Ainda assim, sistemas como crafting parecem existir mais para preencher espaço do que para enriquecer a experiência. No fim das contas, Crimson Desert é uma obra marcada por contrastes constantes, onde cada ponto alto parece vir acompanhado de uma pequena frustração.


Opinião pessoal: "Crimson Desert é aquele tipo de jogo que dá vontade de defender mesmo quando ele tropeça. Ele não é perfeito, mas tem personalidade, tem momentos memoráveis e mostra um potencial enorme. Para mim, é uma experiência que vale a pena viver principalmente para quem gosta de mundos grandes e sistemas profundos, mesmo que nem tudo funcione do jeito que deveria. É um jogo que quase chega lá e justamente por isso continua tão interessante."


E para você, Crimson Desert é um exemplo de ambição necessária nos jogos atuais ou um caso clássico de “menos teria sido mais”?




Ficha Técnica


Nome: Crimson Desert

Tipo: Jogo

Onde jogar: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

Categoria: Ação / Aventura (mundo aberto, RPG)


Nota 3,8/5



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