Crítica | Ataque Brutal
- Redação neonews

- 15 de abr.
- 3 min de leitura
Entre tubarões, furacões e sobrevivência improvisada, "Ataque Brutal" aposta no impacto visual, mas entrega pouca emoção e quase nenhuma surpresa

(Foto: Divulgação)
Existe uma ideia curiosa por trás de Ataque Brutal. Misturar um furacão devastador com tubarões invadindo uma cidade inteira poderia resultar em um terror criativo e tenso, capaz de transformar um desastre natural em pesadelo coletivo. No entanto, apesar da premissa chamativa, o filme rapidamente mostra que depende mais do choque visual do que de uma narrativa realmente envolvente, deixando a sensação de que havia potencial para algo melhor.
O início até tenta construir um clima dramático ao apresentar moradores comuns enfrentando a ameaça de um furacão nível 5 prestes a atingir a pequena Anneville. A proposta de acompanhar histórias pessoais antes do desastre funciona em teoria, mas na prática os personagens são pouco desenvolvidos e não criam conexão suficiente com o público. Aqui seria um bom ponto para inserir uma imagem da cidade antes da inundação, reforçando a tentativa inicial de construir atmosfera.

(Foto: Divulgação)
Mesmo com a presença de Phoebe Dynevor, conhecida por Bridgerton, o roteiro não oferece material suficiente para sustentar o drama. A atriz demonstra carisma e entrega uma atuação competente dentro do possível, mas sua personagem acaba limitada por diálogos superficiais e conflitos pouco explorados. O resultado é uma narrativa que tenta emocionar, mas raramente consegue.
Quando os ataques começam, o filme ganha algum ritmo, mas ainda assim depende mais do impacto visual do que de tensão bem construída. As cenas com tubarões surgem com frequência, porém muitas vezes sem preparação dramática suficiente para gerar suspense real. Inserir aqui um pequeno vídeo de uma sequência de ataque ajudaria a ilustrar o tipo de impacto visual que o longa prioriza ao longo da história.
Tecnicamente, o CGI alterna entre momentos aceitáveis e outros bastante artificiais, o que enfraquece a sensação de perigo em várias cenas importantes. A fotografia tenta compensar com ambientes escuros e inundados, criando uma atmosfera claustrofóbica interessante, mas isso não é suficiente para sustentar o peso do terror. A trilha sonora também cumpre apenas o básico, sem momentos realmente memoráveis.

(Foto: Divulgação)
Outro problema está no desenvolvimento dramático da trama. O filme apresenta várias histórias paralelas que parecem promissoras no começo, mas poucas recebem conclusão satisfatória. Isso faz com que decisões importantes percam impacto e reduz o envolvimento emocional do espectador com a sobrevivência dos personagens. Em vez de tensão crescente, a sensação é de repetição de situações parecidas ao longo do tempo.
Mesmo com alguns momentos visualmente interessantes e uma proposta curiosa, Ataque Brutal acaba funcionando mais como um entretenimento descartável do que como um terror marcante. Falta profundidade narrativa, falta construção de suspense e, principalmente, falta aquele elemento que faz o espectador lembrar do filme depois que ele termina.
Opinião pessoal: "Com 2 estrelas, Ataque Brutal me pareceu um filme com uma ideia interessante, mas mal aproveitada. Eu esperava mais tensão e personagens mais envolventes, e senti que a história não conseguiu sustentar o impacto que prometia. No fim, é aquele tipo de filme que dá para assistir uma vez, mas dificilmente vai marcar de verdade."
Você acha que filmes de terror com desastres naturais e criaturas funcionam melhor quando apostam no realismo ou quando assumem totalmente o exagero?
Ficha Técnica
Nome: Ataque Brutal
Tipo: Filme
Onde assistir: Netflix
Categoria: Terror / Suspense / Criaturas
Duração: 1hr 16 min
Nota 2/5


